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Jair Bolsonaro reafirma que “a propriedade privada é sagrada”

Em sua live semanal, presidente voltou a criticar a sugestão para se expropriar terras

Henrique Gimenes - 12/11/2020 20h19 | atualizado em 12/11/2020 20h38

Presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal Foto: Reprodução

Durante sua tradicional transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar uma proposta do Conselho da Amazônia para expropriar terras com desmatamentos ou queimadas ilegais. Bolsonaro voltou a dizer que a “propriedade privada é sagrada” e afirmou que a medida já “foi abolida”.

A ideia aparece em um documento do Conselho que foi enviado para ministros do governo. O texto informa sobre diversas ações tomadas pelo órgão em relação à Amazônia e lista propostas. Uma destas medidas é a de “expropriar propriedades rurais e urbanas acometidas de crimes ambientais ou decorrentes de grilagem ou de exploração de terra pública sem autorização”.

A expropriação consiste em o Estado tomar as terras sem o pagamento de indenização ao proprietário.

O presidente voltou a criticar a medida durante a live e disse que se a ideia veio de “uma pessoa que é demissível, é cartão vermelho logo no começo”.

– Era uma proposta do Conselho da Amazônia (…) Uma questão dessa aqui. Por que a propriedade privada, eu não posso admitir nada para expropriá-la? Porque eu entendo que ela é sagrada. É um dos tripés da democracia. Eu entendo dessa maneira (…) Você não pode viver e, de repente, por uma ação qualquer, perder a sua propriedade privada – destacou.

Bolsonaro também disse que já deu uma “resposta” para a situação.

– O que seria uma nova proposta já foi abolida logo no começo. Não existe conversa sobre isso aqui (…) Já demos a devida resposta, porque eu levantei cedo com muita gente do campo entulhando minhas redes sociais com essa proposta do governo que não era uma proposta minha. Nem eu sabia disso. Isso não é nem para ser discutido, com todo respeito ao Conselho da Amazônia (…) Então abortamos isso aqui – apontou.

Por fim, ele disse achar injusto que uma pessoa perder sua propriedade privada.

– A propriedade privada representa a materialização do seu trabalho. E fala também em propriedade urbana. Na sua casa, por exemplo, pode ser que um filho crie um animal e você nem saiba que está sendo criado. E aquele animal está enquadrado no grupo de extinção. De repente é denunciado, você é surpreendido, seu filho tinha esse animal e você vai ser autuado. É justo perder seu apartamento por isso? – questionou.

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