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Presidente voltou a criticar a imprensa

Pleno.News - 24/06/2021 13h42 | atualizado em 15/10/2021 14h11

Bolsonaro irritado
Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/YouTube/Foco do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro voltou a declarar nesta quinta-feira (24) que seu governo permanece sem registrar nenhum caso de corrupção e criticou a cobertura jornalística sobre a aquisição das vacinas anticovid da Covaxin. De acordo com o presidente, não adianta a imprensa “inventar” histórias sobre a compra da vacina, pois o governo não recebeu nenhuma dose do imunizante, e, caso exista alguma irregularidade, o Executivo irá apurar.

O negócio entre o governo federal e a fabricante indiana da Covaxin, representada no Brasil pela Precisa Medicamentos, é um dos principais focos das investigações da CPI da Covid, no Senado. Entre os previstos para serem ouvidos pelos senadores estão o deputado Luis Miranda, que teria denunciado a Bolsonaro as supostas irregularidades na compra da vacina, e o empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa.

Durante visita técnica à Barragem de Oiticica, no Rio Grande do Norte, Bolsonaro retomou o discurso nacionalista e afirmou que “Deus, pátria, família e bandeira verde e amarela” não existiam mais no país “há até pouco tempo”. O presidente voltou a criticar a imprensa e disse que não tem que dar entrevistas.

– Eu não tenho que responder perguntas de muitos idiotas que, o tempo todo, só veem defeito na gente – declarou Bolsonaro antes de retomar a defesa do voto impresso em 2022.

Durante o evento, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que acompanhou a comitiva do presidente, fez ataques à governadora Fátima Bezerra, do PT. O ministro criticou o anúncio de compra de imunizantes feito pela governadora, chamando-a de mentirosa e argumentando que “todas as vacinas até hoje aplicadas no Brasil foram compradas, adquiridas e pagas pelo presidente”.

Na visita técnica à Barragem de Oiticica, além do ministro das Comunicações, acompanharam o presidente o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

*AE

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