IR: Lira afirma que momento para anunciar isenção foi inadequado
Presidente da Câmara declarou, porém, que Congresso tem obrigação de votar a reforma
Pleno.News - 04/12/2024 14h41 | atualizado em 04/12/2024 16h49

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse, nesta quarta-feira (4), que o Congresso tem obrigação de votar a reforma tributária da renda no ano que vem, mas avaliou como “inadequado” o momento em que o governo pautou o debate sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil. Ele participou do Fórum Jota – O Brasil em 10 anos, realizado em Brasília (DF).
– Eu queria deixar claro que o governo fez o papel dele pensando no encaminhamento de um compromisso de campanha do presidente. O momento, a meu ver, foi inadequado, mas foi uma decisão política do governo. Teve divisão dentro do governo para que ela ocorresse do jeito que ocorreu, tiveram vencidos e vencedores – afirmou Lira.
Após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter anunciado a proposta do governo de aumentar a isenção do Imposto de Renda para ganhos de até R$ 5 mil mensais, a reação do mercado foi imediata e um dos principais impactos foi a disparada do dólar, que chegou a atingir o patamar recorde de R$ 6,11 durante o pregão da última sexta-feira (29).
De acordo com economistas, a economia de R$ 71,9 bilhões anunciada pelo Executivo não seria alcançada. Para a Warren Investimentos, a economia do pacote deve ser de 62% do valor anunciado, ou cerca de R$ 45 bilhões. Já o Itaú Unibanco calcula um potencial de economia de R$ 53 bilhões nos próximos dois anos, 2025 e 2026.
*Com informações AE
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