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Inquérito sobre joias vai correr sob segredo de Justiça, diz PF

Investigadores têm 30 dias para concluir apuração, mas prazo pode ser prorrogado

Pleno.News - 07/03/2023 10h23 | atualizado em 07/03/2023 12h16

Ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O inquérito aberto nesta segunda-feira (6) pela Polícia Federal (PF) para investigar o caso das joias trazidas para o Brasil por uma comitiva do governo Bolsonaro, vai correr em sigilo na Delegacia Especializada de Combate a Crimes Fazendários da superintendência da corporação em São Paulo.

Os investigadores têm 30 dias para concluir o inquérito, mas o prazo pode ser prorrogado se houver necessidade. Uma das primeiras medidas da investigação deverá ser o depoimento de integrantes da comitiva que trouxe as joias da Arábia Saudita.

O inquérito foi aberto por determinação do Ministério da Justiça.

As joias foram apreendidas pela Receita Federal em outubro de 2021, quando um então assessor do Ministério das Minas e Energia tentou passar pela alfândega do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, sem declarar as peças. O conjunto com colar, brincos, relógio e anel da marca suíça Chopard é avaliado em R$ 16,5 milhões.

O ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, admitiu que sua comitiva trouxe o que seria “presente” do regime da Arábia Saudita para a então primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas explicou que ninguém sabia o que tinha dentro dos pacotes, porque eles estavam fechados.

O governo Bolsonaro escalou três ministérios (Relações Exteriores, Minas e Energia e Economia) para tentar recuperar as joias, que seguem retidas pela Receita Federal.

Também nesta segunda, o Ministério Público Federal (MPF) pediu que a Receita encaminhe “todas as informações disponíveis” sobre a entrada das joias no Brasil. O órgão afirma que recebeu apenas um “relato simples” sobre a apreensão e que a denúncia só foi feita na última sexta (3).

*AE

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