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IBGE volta a postar mapa-múndi invertido, com Belém no centro

"Pará e o Brasil estāo no centro do mundo com a COP30", escreveu o instituto

Pleno.News - 13/11/2025 13h19 | atualizado em 13/11/2025 13h45

Mapa invertido publicado pelo IBGE Foto: Divulgação / IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) voltou a causar polêmica por publicar um mapa-múndi invertido, desta vez inserindo Belém do Pará, sede da COP30, no centro do planeta. Segundo o instituto, trata-se de uma representação especial para marcar este mês de “compromisso” com a “transição ecológica sustentável”.

– Belém, o Pará e o Brasil estāo no centro do mundo com a COP30! Para marcar este mês, em que o compromisso de construir uma transição ecológica justa e sustentável ganha destaque, o IBGE preparou um mapa-múndi invertido especial. Ele traz uma nova perspectiva do planeta, colocando o Pará e Belém no centro, a capital simbólica do Brasil durante a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – escreveu o IBGE, nas redes sociais.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do órgão, Márcio Pochmann, também compartilhou a imagem afirmando que ela é uma homenagem a “todos os povos que concentram as suas esperanças de um futuro comum melhor”.

– Em novo mapa-múndi, o IBGE homenageia todos os povos que concentram as suas esperanças de um futuro comum melhor, com justiça e sustentabilidade ambiental, especialmente a todos que se encontram reunidos em Belém, capital do estado do Pará. Nos últimos 200 anos, o projeto de modernidade Ocidental, conduzido a partir do Norte Global, tornou o mundo insustentável ambientalmente. Que os próximos 200 anos ofereçam outras perspectivas de modernidade, tendo o protagonismo do Sul Global. Por isso, o mapa-múndi invertido. Por isso, a centralidade do Brasil – completou.

Esta não é a primeira vez em que Pochmann publica um mapa-múndi invertido. Em maio deste ano, o IBGE lançou um modelo que traz o Brasil no centro, e o Sul Global na parte superior. Segundo o presidente da instituição, o objetivo era “ressaltar a posição atual de liderança do Brasil em importantes fóruns internacionais”.

À época, a versão do mapa virou alvo de repúdio por parte da Associação do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE-SN). Para a entidade, trata-se de uma representação artificial, “sem respaldo técnico reconhecido pelas convenções cartográficas internacionais”. O grupo avaliou o caso como uma “encenação simbólica que compromete a credibilidade construída pelo IBGE ao longo de décadas de trabalho sério, imparcial e respeitado globalmente”. Relembre aqui.

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