Hugo Motta diz que vai analisar “todos” os pedidos de CPI
Somente cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo na Câmara
Pleno.News - 11/02/2026 10h57 | atualizado em 11/02/2026 13h53

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou nesta terça-feira (10) que deve seguir a “fila” de análise dos pedidos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), mas foi reticente sobre a possibilidade de instalação de uma comissão para investigar o caso Master.
– Regimentalmente, temos que seguir a ordem de apreciação, e só cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados. Vamos fazer a análise, tenho dito isso, nem tenho afirmado nem descartado, só tenho dito que eu tenho de cumprir o regimento. Vamos analisar esses pedidos todos que estão postos – declarou em participação virtual na conferência do banco BTG Pactual, realizada em São Paulo.
O deputado disse que a análise das solicitações será feita após o fim da instalação das comissões temáticas da Casa.
– No ano passado nós decidimos não instalar nenhuma dessas comissões parlamentares, mas agora, no momento certo, após a instalação das comissões permanentes, a criação das comissões especiais, nós vamos fazer a análise sobre a instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito.
Segundo o Placar da CPI do Banco Master – levantamento feito pelo Estadão para identificar como cada parlamentar se posiciona em relação ao assunto -, até a noite de ontem, dos 513 deputados, 319 (62%) se dizem favoráveis à abertura de uma CPI, enquanto só um diz ser contrário. Nove não quiseram responder e o restante não se manifestou.
EMENDAS
Motta voltou a defender o pagamento de emendas parlamentares e reafirmou que os recursos estão seguindo as regras vigentes.
– Estamos cumprindo 100% daquilo que ficou acordado entre o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, no que diz respeito a transparência, rastreabilidade. As emendas impositivas e de bancada são extremamente transparentes. Das emendas de comissão agora se sabe o autor, o destinatário final, as comissões têm que aprovar, tudo isso estabelecido por lei, e essa lei está sendo cumprida conforme nós estabelecemos nesse acordo – disse.
Ele reafirmou, porém, que eventuais desvios precisam ser punidos.
– Quem faz isso tem que ser punido, tem que pagar, mas criminalizar o acesso do parlamentar ao Orçamento por uma questão ou outra pontual de problema na execução não é justo – declarou.
*AE
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