Hugo Motta defende ex-assessora de Arthur Lira que foi alvo da PF
Mariângela Fialek é investigada por supostas irregularidades no pagamento de emendas
Thamirys Andrade - 13/12/2025 11h29 | atualizado em 16/12/2025 16h43

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou uma nota na noite desta sexta-feira (12), defendendo a legalidade das emendas parlamentares e elogiando a servidora da casa que foi alvo de operação da Polícia Federal (PF).
Mariângela Fialek é ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Ela é investigada pela PF por suspeitas de irregularidades no pagamento de emendas parlamentares.
– A servidora Mariângela Fialek é uma técnica competente, responsável e comprometida com a boa gestão da coisa pública. A experiência da servidora é reconhecida por todos os órgãos do Poder Legislativo e do Poder Executivo que elaboram e executam o orçamento federal. Inclusive, a atuação da servidora Mariângela Fialek foi fundamental no aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade da proposição, indicação e execução de emendas parlamentares – diz a nota de Motta.
O presidente da Câmara disse que a Casa Legislativa respeita as decisões do STF, mas sustenta que o Parlamento vem adotando medidas para melhorar a transparência da execução das emendas de deputados e senadores ao Orçamento.
A operação da PF realizada nesta sexta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Ele é relator de ações que acusam o Legislativo de manter modelo sem transparência e de difícil fiscalização para repassar recursos públicos a redutos eleitorais dos congressistas.
– A Câmara dos Deputados não compactua com ilicitudes na execução de emendas parlamentares. Em virtude disso, juntamente com o Poder Executivo, Senado Federal, Tribunal de Contas da União e Supremo Tribunal Federal, vem aprimorando os sistemas de transparência e rastreabilidade da proposição, indicação e execução de emendas parlamentares – diz a nota de Motta.
– A Câmara dos Deputados respeita o Supremo Tribunal Federal e todas as decisões por ele proferidas. Destaca, no entanto, que uma leitura atenta e correta da decisão proferida pelo ilustre ministro Flávio Dino revela que ali não se aponta nenhum ato de desvio de verbas públicas. Nenhum – acrescenta.
Motta sustenta que não se deve confundir a mera indicação de um parlamentar por meio de emenda orçamentária com a forma como o dinheiro é gasto nos estados e municípios para onde os recursos são destinados.
– A correta execução dos recursos públicos e transferências governamentais, não apenas emendas parlamentares, mas também provenientes do Poder Executivo, pelos seus destinatários finais, deve ser estritamente acompanhada pelos órgãos de controle – defendeu.
*AE
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