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Hang prevê “quebradeira” de empresas com fim da escala 6×1

Empresário afirmou que leis brasileiras são feitas por quem "não gosta de trabalhar"

Thamirys Andrade - 29/05/2026 16h50 | atualizado em 29/05/2026 19h08

Luciano Hang Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais

Dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang se manifestou contra o fim da escala 6×1, afirmando que ela causará uma “quebradeira” em pequenas e médias empresas de varejo.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele ironizou afirmando que o “Congresso deveria aprovar a 4×3 e implantá-la já em junho para que a gente visse quanto tempo o Brasil iria aguentar”.

— Coisa ruim tem que ser o mais rápido possível, não adianta você ficar sofrendo por muito tempo — declarou.

Hang ainda comentou qual seria o impacto sobre as lojas Havan, uma das maiores redes de departamento do país. Ele presume que teria de aumentar os custos entre 15% e 20% e que a despesa seria repassada aos preços dos produtos.

— Do couro sai a correia. Esses custos que vão ser colocados para a indústria, comércio e serviços serão repassados nos preços. Essa diferença de 15% a 20% vai para os preços. E a inflação vai comer o salário do cara, que vai ter que arranjar um segundo emprego para sobreviver — adicionou.

O empresário disse ainda que as leis são feitas por pessoas “que não gostam de trabalhar”.

— A Havan tem três turnos [de trabalho]. Há um tempo, inventaram que mulheres não podem trabalhar dois domingos em seguida. O que tu consegues com isso? Tu vais ter que contratar mais homens. (…) Cada lei que não tem lógica, quem sofre é a própria pessoa para que foi feita a lei. Eu nunca vi, nesse país, tanto idiota para fazer leis burras — assinalou.

Hang informou que tem uma viagem marcada para o Paraguai, onde pretende encontrar o presidente Santiago Peña em junho. O objetivo é avaliar a possibilidade de abrir lojas da Havan no país vizinho.

— Eu não posso ser o último empresário a apagar a luz. Meus fornecedores já estão lá, meus amigos já estão morando lá. Vou visitar. Quero ver porque o Paraguai atraiu mais de 250 empresas brasileiras — ponderou.

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