Haddad sobre crise entre governo e Congresso: “Momentânea”
Ministro afirmou tratar-se de um "estremecimento", não rompimento
Thamirys Andrade - 26/11/2025 17h02 | atualizado em 26/11/2025 18h34

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o atrito entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso, classificando a crise como um “estremecimento momentâneo”. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, nesta quarta-feira (26), ele expressou confiança de que o mal-estar se dissipará.
– Essas coisas acontecem. Se você recuperar o passado recente, desde o começo do governo, às vezes dá um estremecimento momentâneo em virtude de alguma disputa, alguma expectativa frustrada. O que é natural. Mas eu tenho confiança de que isso passa – declarou em tom otimista.
Como mostrou o Pleno.News, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiram não comparecer à cerimônia de sanção da ampliação da isenção do Imposto de Renda, realizada no Palácio do Planalto, nesta quarta.
A ausência ocorre em um contexto de rusgas do governo Lula (PT) com ambos os líderes legislativos. Hugo Motta rompeu a relação institucional com o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), após discordâncias sobre a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para conduzir o texto e as negociações do PL Antifacções.
Já Alcolumbre expressou revolta após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializar sua indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), sem comunicá-lo. O presidente do Senado defendia que seu aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse o escolhido.
– Vou mostrar ao governo o que é não ter o presidente do Senado como aliado – afirmou Alcolumbre, a portas fechadas, prometendo ser um “novo Davi” para o Planalto daqui para frente.
Haddad, por sua vez, afirmou que a indicação de Messias está em “conformidade com a legislação atual” e disse acreditar que o Congresso aprovará as medidas econômicas que o governo precisa.
– É natural que um presidente da República indique a pessoa que vai ser sabatinada (…) é um candidato natural pelo domínio que tem dos assuntos de Estado, o Messias tem sido extremamente diligente com as questões relativas ao Estado brasileiro em relação às questões fiscais, mantém com os 11 ministros do Supremo uma relação excepcional – argumentou.
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