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Haddad: Classificar facções como terroristas é “questão menor”

Em entrevista, candidato ainda fez críticas a Tarcísio de Freitas

Pleno.News - 01/09/2026 11h40 | atualizado em 01/09/2026 12h43

Fernando Haddad no Roda Viva Foto: Reprodução/YouTube TV Cultura

Candidato a governador de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) chamou, nesta segunda-feira (31), de uma “questão menor” a decisão dos Estados Unidos que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

– Como é que você vai chamar, se de máfia, organização terrorista, facção. O importante é como você vai trabalhar o combate [a elas] – disse Haddad em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

A posição vai na contramão do governo Lula (PT), que viu na ação do governo Donald Trump uma tentativa de interferência externa em assuntos internos e uma ameaça à soberania nacional.

Em outro momento, o petista adotou uma definição mais tradicional de organização terrorista, na qual há uma ideologia e objetivo político por trás.

– O fato é o seguinte, se é crime organizado precisa ser combatido – disse.

Questionado se o Brasil conseguiria resistir a uma tentativa de intervenção dos EUA, Haddad disse que “depende do governo” e comparou Lula – que em sua visão conseguiria conter esse ímpeto intervencionista por ser respeitado por vários países e governos – com um “governo entreguista”.

Em seguida, mencionou seu adversário na eleição, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

– O que o Tarcísio propôs: vamos entregar algo para o Trump para ele sossegar. Vamos entregar o quê? Pix, terras raras? – respondeu, citando o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes

Haddad afirmou ainda que Flávio Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL), filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, “negociaram o tarifaço contra São Paulo” e que Tarcísio não se manifestou contra as ações deles junto ao governo americano.

– Não tem uma palavra dele contra isso – disse Haddad.

A principal proposta do petista na área de segurança é criar um gabinete, presidido por ele, integrando as polícias estaduais, a Polícia Federal, órgãos federais, como a Receita Federal e o Coaf, e os Ministérios Públicos federal e estadual.

Ainda no tema da segurança, os entrevistadores mencionaram a suspeita de que o vereador de São Paulo, Senival Moura (PT) tenha ligações com o PCC – o político passou 40 dias preso por essa acusação. Haddad afirmou que “nunca mexemos um dedo” para proteger “quem quer que seja” e defendeu a investigação e eventual prisão do petista, se for o caso.

Ele, no entanto, afirmou que não é possível fazer “falsa simetria” e citou que o comandante da Polícia Militar de São Paulo na gestão Tarcísio foi substituído após ser acusado de omissão em um caso de corrupção de policiais pelo PCC.

– Outra coisa é você afastar o comandante da Polícia Militar e anunciar que ele foi afastado por relevantes serviços prestados – disse Haddad sobre o caso.

*AE

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