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Haddad assume Ministério da Fazenda e fala em reduzir déficit

Ministro fez seu primeiro discurso no cargo nesta segunda-feira

Paulo Moura - 02/01/2023 10h31 | atualizado em 02/01/2023 11h12

Fernando Haddad, ministro da Fazenda Foto: José Cruz/Agência Brasil

Empossado neste domingo (1°), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assumiu o cargo nesta segunda-feira (2) e fez seu primeiro discurso como chefe da pasta federal. Em sua fala, o petista declarou que o governo “não aceitará” o déficit previsto para a economia brasileira em 2023 e atuará com o objetivo de reduzir o impacto negativo nas contas públicas.

– Não aceitaremos um resultado primário que não seja melhor do que os absurdos 220 bilhões de déficit previstos no Orçamento para 2023 – disse.

O novo ministro também alegou que o aumento do déficit orçamentário em 2023 estaria relacionado com medidas eleitoreiras que “acabaram com filtros de seleção de beneficiários dos programas de transferência de renda”.

– Com objetivo exclusivamente eleitoreiro, acabaram com filtros de seleção de beneficiários dos programas de transferência de renda, comprometendo a austeridade desses programas. Recentemente, aliás, confessaram o ato, nos pedindo a retirada de dois milhões e meio de pessoas que eles incluíram indevidamente no cadastro do Bolsa Família – declarou.

Haddad ainda afirmou que buscará uma “harmonização” entre a política fiscal e a monetária e declarou que o “diálogo é a maior ferramenta da política, e o melhor caminho para encontrar o denominador comum dos anseios da população brasileira e do mercado”.

– Não existe mágica nem malabarismos financeiros. O que existe para garantir um Estado fortalecido é a previsibilidade econômica, confiança dos investidores e transparência com as contas públicas – apontou.

Fernando Haddad também afirmou que o Ministério da Fazenda enviará, ainda no primeiro semestre de 2023, uma proposta de uma nova âncora fiscal ao Congresso Nacional. Atualmente, a principal regra das contas públicas é o teto de gastos, que limita a maior parte das despesas à inflação do ano anterior.

– O arcabouço fiscal que pretendemos encaminhar precisa ter a premissa de ser confiável e demonstrar tecnicamente a sustentabilidade das finanças públicas. Um arcabouço que abrace o financiamento do guarda-chuva de programas prioritários do governo, ao mesmo tempo que garanta a sustentabilidade da dívida pública – completou.

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