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Guedes: Se reeleito, Bolsonaro fará reformas e privatizações

Ministro da Economia afirmou que a pandemia acabou impedindo que as reformas que previa avançassem

Pleno.News - 26/05/2022 09h40 | atualizado em 26/05/2022 10h15

Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a jornalistas nesta quinta-feira (26) que se Jair Bolsonaro for reeleito, com um Congresso com perfil mais de centro-direita, conseguirá acelerar as reformas.

– Vamos privatizar a Petrobras, fazer vários acordos comerciais, vamos fazer bem mais do que temos feito até agora – prometeu.

Guedes afirmou que a pandemia acabou impedindo que as reformas que previa avançassem como esperado. Mas o Brasil está saindo da crise com o “fiscal forte” e a política monetária necessária para combater a inflação – ou, na linguagem do mercado financeiro, “na frente da curva”.

Já os Estados Unidos e Europa estão “atrás da curva”, ou seja, vão precisar ainda subir muito os juros para conter a crise.

– O mundo inteiro esta fora do lugar no fiscal e no monetário – acrescentou.

Para Guedes, enquanto o mundo, sobretudo o Ocidental, está “entrando no inferno”, em uma crise que promete ser longa, o Brasil está saindo.

CRÍTICA A GOVERNADORES
Na entrevista, o ministro da Economia afirmou que o governo transferiu “meio trilhão de reais” para os estados e municípios, em ritmo nunca visto, fazendo o ajuste fiscal deles.

– Os estados que estão reclamando, o governador é um despreparado ou é militante. Os estados receberam uma fortuna fabulosa. Nunca se transferiu tanto dinheiro para estados e municípios. A arrecadação deles subiu extraordinariamente. Transferimos meio trilhão de reais para esses caras – afirmou em Davos, destacando que vê injustiça nas reclamações dos entes federados.

– E a melhora das contas estaduais, não foi porque eles fizeram um ajuste fiscal, mas por conta dessa transferência. Nós fizemos o ajuste deles – comentou o ministro.

Na conta de Guedes, os estados e municípios receberam R$ 150 bilhões no pacote da rolagem de dívida; R$ 260 bi do Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa), neste caso em dez anos; R$ 68 bilhões pela de Lei Kandir. Houve anda mais alguns bilhões pela cessão onerosa (R$ 12 bilhões na primeira rodada e R$ 7 bilhões na segunda).

INFLAÇÃO
Paulo Guedes acredita que a inflação alta já pode ter atingido o pico no Brasil e começará a baixar. No exterior, ao contrário, ainda pode subir mais e os países podem enfrentar um ciclo de piora, enquanto o Brasil começa um processo longo de melhora.

– Fomos os primeiros a combater a inflação, zeramos o deficit e subimos os juros – declarou o ministro em entrevista à imprensa após seu último compromisso no Fórum Econômico Mundial em Davos.

Ele voltou a criticar a atuação lenta dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa e destacou que a “inflação vai subir por muitos anos no mundo inteiro”.

Guedes reconheceu que a taxa de juros mais alta “é pé no freio” e ajuda a desacelerar a atividade. Mas ponderou que o Brasil tem um mercado interno enorme, capaz de resistir a um cenário externo mais desfavorável, e o país já tem contratado um programa de investimento de R$ 850 bilhões.

*AE

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