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Guedes é contra reeleição, mas “dá pra ter dois de Bolsonaro”

Ministro salientou que governo de Bolsonaro foi uma "ruptura"

Pleno.News - 19/05/2022 12h51 | atualizado em 19/05/2022 13h04

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se mostrou favorável a um novo mandato do presidente Jair Bolsonaro, ainda que tenha posição contrária à reeleição.

– A reeleição é tragédia brasileira. Era melhor ter mandato de cinco anos. Sempre fui a favor de acabar com a reeleição – afirmou nesta quinta-feira (19), durante o seminário Perspectivas econômicas do Brasil, promovido pela Arko Advice e o Traders Club.

Guedes disse que continua contra a reeleição, mas depois de dois governos de Fernando Henrique Cardoso, dois de Luiz Inácio Lula da Silva e dois de Dilma Rousseff, “dá pra ter dois de Bolsonaro”.

– Tomara que ele [Bolsonaro] faça reforma política – considerou, na hipótese do chefe do Executivo continuar no poder por mais quatro anos.

O ministro também declarou que está acontecendo um fenômeno político interessante no Brasil e que Bolsonaro ganhou eleições de 2018 sozinho.

– Foi uma ruptura, um chega! – disse durante o seminário.

Guedes salientou que a vitória de Bolsonaro foi uma ruptura a um ciclo de política que causou moratória, juro de dois dígitos, criou impostos excessivos e tornou a economia fechada, entre outros pontos.

– É natural que quem ficou 30 anos no poder reclame – salientou.

O ministro comentou que em sua viagem internacional já no posto, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, teve que enfatizar que acreditava nas instituições brasileiras, na democracia.

– Fui a Davos e disse: “Vou surpreender vocês. Cadê o golpe? Quem deu golpe em quem?” – relatou.

Guedes também comentou que, mesmo antes da pandemia de Covid, já havia um descredenciamento do Brasil no exterior.

– Tive de dizer que acreditava na democracia. Somos democracia resiliente. Se a moça que era terrorista, assaltava banco, pode ser presidente, então um capitão que não fazia nada disso podia ser presidente também – comentou citando indiretamente a ex-presidente Dilma Rousseff.

*AE

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