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Polícia Federal apura se agentes públicos forneciam informações econômicas sigilosas

Paulo Moura - 03/10/2019 14h21 | atualizado em 03/10/2019 14h25

Delação de Antônio Palocci aponta possível vazamento de informações sigilosas para o BTG Foto: Reprodução

A Polícia Federal e Ministério Público Federal investigam se a cúpula do banco BTG Pactual obteve informações das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) durante os anos de 2010 a 2012. No período, Lula e Dilma Rousseff ocuparam a presidência do Brasil.

Para apurar a suspeita, uma operação foi deflagrada nesta quinta-feira (3), tendo como objetivo descobrir se houve o fornecimento de dados sigilosos sobre mudanças na taxa de juros por parte do Ministério da Fazenda e do Banco Central, em favor de um fundo de investimento do BTG Pactual, para obtenção de vantagens ilícitas. Foi feita busca e apreensão na sede do BTG, em São Paulo.

A investigação foi instaurada a partir de colaboração premiada do ex-ministro Antonio Palocci. Segundo ele, o então ministro da Fazenda Guido Mantega passava as informações para o banqueiro André Esteves. Em contrapartida, o banqueiro pagava propina para o ministro e para o PT.

O banco teria obtido, com as informações, um lucro de dezenas de milhões de reais, informaram os investigadores. A operação investiga os possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, informação privilegiada, lavagem e ocultação de ativos.

Procurado, o banco afirmou que o fundo possuía um único cotista pessoa física, que nunca foi funcionário do banco ou teve qualquer vínculo profissional com o BTG ou qualquer de seus sócios. Já Guido Mantega, não se manifestou.

*Folhapress

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