Leia também:
X A chapa do povo: Jantar a R$ 20 mil tem ingressos esgotados

Governo Bolsonaro terá de arcar com custos de exame em Adélio

Perícia médica será realizada para determinar se Adélio pode retornar ao convívio social

Thamirys Andrade - 22/06/2022 11h16 | atualizado em 22/06/2022 11h44

Adélio Bispo de Oliveira Foto: Folhapress/Guilherme Leite

A Justiça determinou que o governo federal deverá pagar as despesas envolvendo a perícia médica que será realizada em Adélio Bispo de Oliveira, responsável por esfaquear o presidente Jair Bolsonaro durante campanha em Juiz de Fora (MG) em 2018. Segundo a decisão, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) precisará arcar com as passagens e as diárias de dois psiquiatras que farão o exame que determinará se Adélio poderá voltar ao convívio social ou se será necessário estender o tempo de internação.

A Secretaria do Juízo vem encontrando dificuldades para encontrar psiquiatras que aceitassem realizar o procedimento em Adélio. Segundo o juiz responsável pela internação, Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, a resistência dos profissionais se deve às “peculiaridades do caso” e ao “baixo valor dos honorários periciais” da Justiça Gratuita.

Assim, a Associação Brasileira de Psiquiatria precisou indicar dois psiquiatras para realizar o exame, sendo um deles de João Pessoa e o outro do Rio de Janeiro. Os médicos precisarão se deslocar até Campo Grande (MS), onde Adélio se encontra cumprindo medida de internação em penitenciária federal.

Adélio foi absolvido em 2019, considerado como inimputável por razões de saúde mental. No entanto, a Justiça Federal de Minas Gerais determinou sua internação e um prazo de três anos para que ele fosse novamente submetido a exames, a fim de determinar se ele segue oferecendo periculosidade à sociedade ou se poderia retornar ao convívio social.

Segundo informações do Poder 360, o procedimento em Adélio deverá responder se o quadro de saúde mental apresentado pelo paciente no exame pericial citado na sentença ainda persiste e se ainda há periculosidade. Também deve ser respondido se a perturbação da saúde mental constatada é suscetível de cura e recuperação, se o convívio com outras pessoas ajudaria na evolução do quadro, quais os sintomas psicóticos que afetam a compreensão dos fatos do paciente, qual o tratamento adequado, entre outras questões.

Leia também1 A chapa do povo: Jantar a R$ 20 mil tem ingressos esgotados
2 Torres diz a TSE: PF pode criar programas para verificar urnas
3 Polícia Federal prende ex-ministro da Educação Milton Ribeiro
4 "Se for culpado, vai pagar", diz Bolsonaro sobre Milton Ribeiro
5 Ministro Dias Toffoli cancela presença em evento no RS

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.