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Governadores de 14 estados assinam nota em apoio ao STF

Saiba quais mandatários estaduais uniram-se em documento público

Monique Mello - 16/08/2021 12h22 | atualizado em 16/08/2021 14h40

Ministros do STF Luís Barroso e Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Nesta segunda-feira (16), governadores de 13 estados e do Distrito Federal divulgaram uma nota conjunta na qual manifestam solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF), bem como aos familiares dos magistrados por “constantes ameaças e agressões” à Corte.

– Os governadores, que assinam ao final, manifestam a sua solidariedade ao Supremo Tribunal Federal, aos seus ministros e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões – escreveram os mandatários estaduais.

No sábado (14), em publicação em suas redes sociais, Jair Bolsonaro acusou Moraes e Barroso de atuarem fora dos limites da Constituição e anunciou que entrará com processo contra os dois ministros no Senado. De acordo com o chefe do Executivo, o pedido será encaminhado esta semana ao presidente do Senado federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

A decisão do presidente da República veio um dia após o ministro Alexandre de Moraes determinar a prisão do ex-deputado e dirigente nacional do PTB, Roberto Jefferson, como parte do inquérito das milícias digitais.

Assinam o documento os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); da Bahia, Rui Costa (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PSB); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); de São Paulo, João Doria (PSDB); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); do Ceará, Camilo Santana (PT); da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); do Piauí, Wellington Dias (PT); do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); de Alagoas, Renan Filho (MDB); de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD); e do Amapá, Waldez Goés (PDT).

Veja a íntegra da nota:
Os Governadores, que assinam ao final, manifestam a sua solidariedade ao Supremo Tribunal Federal, aos seus ministros e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões.

O Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis.

No âmbito dos nossos estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário.

Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa nação tanto necessita.

 

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