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O presidente quer incluir estados e municípios na CPI da Covid

Pleno.News - 14/04/2021 12h32 | atualizado em 14/04/2021 12h42

Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

A avaliação majoritária dos integrantes do Fórum de Governadores é a de que o governo federal pressionou sua base no Congresso para incluir governadores e prefeitos na CPI da Covid, que investiga ações e omissões do poder público no combate à pandemia do novo coronavírus, com a intenção tumultuar a comissão e desgastar os estados.

– A gente vê que o governo e seus aliados têm outra intenção ao incluir governadores e prefeitos. O interesse é diversionista: desfocar o trabalho – disse ao Estadão o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

Ainda segundo o governador gaúcho, a intenção do governo federal é “terceirizar responsabilidades.” O tucano segue a mesma linha do governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

– A CPI não pode ser porque alguém quer. Não pode ser uma decisão simplesmente política – disse o petista.

Para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos principais antagonistas do presidente Jair Bolsonaro nas medidas de combate à pandemia do novo coronavírus, a função de investigar os governos locais é das Assembleias Legislativas e das Câmaras municipais.

– Em São Paulo não temos medo CPI, mas a CPI do Senado deve ser preservada e não tergiversar (fazer rodeios) – afirmou o governador paulista.

As declarações dos governadores foram feitas antes da leitura do requerimento de instalação da CPI pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ato que marca a abertura da comissão.

Pacheco ampliou o escopo inicial da comissão, que era de investigar apenas as ações do governo federal, e incluiu a possibilidade de apuração dos repasses feitos aos estados e municípios. A decisão opôs governadores e prefeitos tucanos ao senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que atuou nos bastidores alinhado ao Palácio do Planalto.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) afirmou, após a decisão de Pacheco, que a CPI ficou “no limite da legalidade”.

– Nossa preocupação é eles tentarem abarcar todos, sem chegar a nenhum resultado – declarou.

*Estadão

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