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Estado tem sofrido ataques de facção criminosa

Pierre Borges - 10/06/2021 13h36 | atualizado em 10/06/2021 13h49

Governador do Amazonas, Wilson Lima Foto: Divulgação/Secom

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), citou como um dos motivos para não comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta quinta-feira (10), a realização de ações de segurança pública em seu estado, que tem sofrido uma série de ataques coordenados por uma facção criminosa.

– O povo precisa mais de mim aqui nesse momento – argumentou.

O governador deveria comparecer nesta manhã à CPI no Senado para prestar depoimento sobre sua gestão durante o colapso de saúde registrado no Amazonas, no início deste ano. Contudo, após decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, a Corte concedeu ao dirigente um habeas corpus permitindo que ele não comparecesse à CPI ou, caso fosse, tivesse o direito de ficar em silêncio durante o depoimento.

A justificativa da ministra foi de que, por ser alvo de investigações que apuram o desvio de verbas públicas na pandemia, o governador amazonense deve ter o direito de não produzir provas contra si.

Em nota, Lima também comentou sobre a inconstitucionalidade da CPI ao convocar governadores.

– Temos um princípio que é importante ser respeitado, que é a independência dos Poderes. Isso é um princípio básico e elementar. Os direitos da Constituição precisam ser garantidos – disse.

O mesmo argumento deve ser usado por outros governadores convocados a prestar depoimento.

VIOLÊNCIA
O Amazonas tem sido palco de uma onda de violência. De acordo com levantamento da Secretaria da Segurança Pública, até segunda-feira (7) ao menos 29 veículos, sete agências bancárias e oito prédios públicos tinham sido alvos de ataques atribuídos à facção criminosa Comando Vermelho. Os ataques teriam acontecido em represália pela morte de um traficante em confronto com a Polícia Militar.

*Estadão

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