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Governador do Pará diz que “a soberania nacional é inegociável”

Helder Barbalho deu declarações nesta quarta-feira

Pleno.News - 20/08/2025 14h47 | atualizado em 20/08/2025 16h00

Lula e o governador do Pará, Helder Barbalho Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nesta quarta-feira (20), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que a soberania nacional é inegociável. Ele deu declarações após ser questionado, em São Paulo, sobre as recentes polêmicas que envolvem o governo brasileiro, especialmente a disputa entre o Judiciário brasileiro e os Estados Unidos.

– Nós devemos primeiro preservar a soberania nacional. A soberania nacional é inegociável. Nós temos relações diplomáticas, relações comerciais, seja com os Estados Unidos, seja com a China. E somos um país que foi forjado na capacidade do diálogo multilateral com todas as nações do mundo – disse Barbalho.

E acrescentou:

– O que nós não podemos é confundir a tentativa de intervenção, tentativa de fragilização da soberania nacional, por conta de qualquer razão que, eventualmente, um país possa querer se sobrepor sobre o outro.

Ainda de acordo com o governador do Pará, o Brasil tem uma Constituição plena, vive uma democracia sólida e conta com um Poder Judiciário que deve ser respeitado.

– Se eventualmente possa se ter uma interpretação interna ou externa de que qualquer poder possa estar excedendo, não se pode uma nação imaginar ser possível taxar, sancionar uma outra nação e constranger aquilo que está acontecendo com relação ao nosso país. O Supremo Tribunal Federal tem a sua autonomia. O Supremo Tribunal Federal está sob a égide da Constituição Brasileira e sobre os códigos que norteiam, seja no âmbito criminal, seja no âmbito civil e em diversas outras diretrizes que norteiam as decisões, jurisprudências e decisões de todas as esferas do poder judiciário. Não cabe a política debater e discutir – afirmou.

Segundo o governador paraense, o povo brasileiro precisa ter clareza da autonomia dos poderes e, acima de tudo, da autonomia do Brasil. Segundo Barbalho, o que está em questão neste momento, e precisa ficar muito claro, é que não se discute a intervenção no Poder Judiciário, mas sim a tentativa de um país intervir em outro e constranger a sua soberania.

– E hoje pode, eventualmente, esse constrangimento estar sendo questionado por um campo ideológico, mas é o momento em que se abre o precedente de um país chegar e determinar sobre o outro, de que se o seu Poder Judiciário não rever a sua decisão, haverá sanção, isto é um precedente que, hoje, é a direita que reclama. Mas isto trincará definitivamente a soberania nacional e permitirá com que esta prática possa atingir a todos nós – falou.

*Com informações AE

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