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Gilmar rebate Fux: “Não se combate crime cometendo crime”

Ministro do STF afirmou que "ninguém discute se houve, ou não, corrupção"

Henrique Gimenes - 13/06/2022 18h09 | atualizado em 13/06/2022 18h44

Ministro Gilmar Mendes, do STF Foto: EFE / Joédson Alves

Nesta segunda-feira (13), o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu uma declaração feita pelo presidente da Corte, Luiz Fux, em defesa da operação Lava Jato. Gilmar disse ser indiscutível os crimes de corrupção revelados pela operação, mas apontou que “não se combate crime cometendo crime”.

A declaração de Gilmar Mendes ocorreu ao participar de um evento da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

– Ninguém discute se houve, ou não, corrupção. O que se cobra é que isso seja feito seguindo o devido processo legal (…). Não se combate crime cometendo crime. Se você usou a prisão provisória alongada para obter delação, isso tem outro nome. Se chama tortura – apontou.

A declaração foi uma resposta ao que foi dito por Fux na sexta (10). Na ocasião, ele disse que ninguém podia esquecer que houve corrupção no Brasil.

– Tive oportunidade, nesses dez anos de Supremo Tribunal Federal, de julgar casos referente à corrupção que ocorreu no Brasil. Ninguém pode esquecer que ocorreu no Brasil, no mensalão, na Lava Jato, muito embora tenha havido uma anulação formal, mas aqueles R$ 50 milhões eram verdadeiros, não eram notas americanas falsificadas. O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu 98 milhões de dólares e confessou efetivamente que tinha assim agido – disse o ministro.

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