“Gilmar não gosta de mim”, diz Gaspar sobre investigação
Candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro disse ainda acreditar que o ministro do STF atuará de forma imparcial
Henrique Gimenes - 06/08/2026 18h54 | atualizado em 07/08/2026 10h30
Nesta quinta-feira (6), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) falou do andamento de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma acusação por um suposto estupro de vulnerável. Em conversa com jornalistas, o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) disse acreditar que o ministro Gilmar Mendes, relator da ação, não gosta dele.
A acusação foi apresentada à Corte em março pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
– Gilmar não gosta de mim (…) A honra exige a conclusão desse assunto. A gente quer ir às últimas consequências, quer fazer o DNA e acabar com essa conversa – afirmou Alfredo Gaspar, ressaltando que acredita que o ministro do STF conduzirá o caso de forma imparcial.
A notícia-crime foi apresentada à Polícia Federal em 27 de março. Soraya e Lindbergh afirmaram ter recebido documentos que relatavam o suposto estupro de uma menina de 13 anos, que teria engravidado e dado à luz. Segundo eles, não foram apresentados documentos para preservar a identidade da mãe e da criança.
O caso ganhou repercussão durante a CPI do INSS, quando Alfredo Gaspar, relator da comissão, discutiu com Lindbergh Farias. Na ocasião, o deputado do PT chamou Gaspar de “estuprador”, enquanto o parlamentar do PL respondeu chamando o adversário de “corrupto”.
Em abril, Alfredo Gaspar realizou um exame de DNA para antecipar a produção de provas e buscar o esclarecimento das acusações. O teste foi feito com a coleta de material genético por meio de swabs da mucosa oral.
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