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Gilmar Mendes vai ao ataque e compara a Lava Jato com o “AI-5”

Em seminário online, ministro do STF criticou o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da operação

Henrique Gimenes - 18/03/2021 14h58 | atualizado em 18/03/2021 17h09

Ministro Gilmar Mendes, do STF Foto: STF/Rosinei Coutinho

Nesta quinta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a disparar críticas contra o ex-juiz Sergio Moro, contra procuradores da Lava Jato e contra a própria operação. Ele comparou as ações adotadas na operação com aquelas adotadas pelo governo militar após o AI-5.

As declarações foram dadas durante um em evento realizado pela revista Conjur.

– Se nós olharmos bem, o que estava acontecendo em Curitiba, nós poderíamos ter daqui a pouco uma ditadura desenhada por um juiz e alguns promotores. Eles até brincavam dizendo que estavam montando um ministério a partir de métodos que lembram os militares. Por exemplo, deixar alguém preso para que ele delate, ou mandar alguém pra uma prisão determinada, porque lá as condições são péssimas, e ele falará mais rápido. Qualquer semelhança com a ditadura do AI-5 não é mera coincidência – explicou.

Gilmar também falou sobre uma “grande crise da Justiça Criminal”.

– Estamos vivendo uma grande crise da Justiça Criminal. Todos os fatos revelados mostram isso. Todos os locais em que tivemos esses super juízes, tivemos problemas. Agora aparecem burburinhos com relação à 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. O uso da Receita, como cachorro cheirador, de forma ilegal. Tudo isso precisa ser olhado. Passamos por um processo fundamental, grande, radical, de desinstitucionalização – destacou.

Além do ministro do STF, o evento contou ainda com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que criticou 0 ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.

– Eu sei, todos sabem, que as corrupções precisavam ser sanadas, e isso aconteceu. Agora, muito mais aconteceu – os excessos, as invasões, o poder absoluto ou um projeto de poder incutido em Curitiba, onde se quebra sigilo sem autorização, há acesso a documentos internacionais sem nenhum tipo de cooperação clara – destacou Lira.

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