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General Villas Bôas se despede do comando do Exército

A cerimônia foi marcada por grande emoção e presenças ilustres

Camille Dornelles - 11/01/2019 15h06 | atualizado em 11/01/2019 17h19

O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas se despediu, nesta sexta-feira (11), do cargo de comandante do Exército Brasileiro. Ele recebeu uma homenagens em Brasília, Distrito Federal, durante cerimônia solene para militares. Na noite desta quinta-feira, ele também foi enaltecido, durante um jantar no Clube do Exército.

Nas duas ocasiões, o presidente Jair Bolsonaro esteve presente. Nesta sexta, o general Villas Bôas elogiou o chefe do Executivo.

– O presidente Bolsonaro fez com que se liberassem novas energias, um forte entusiasmo e um sentimento patriótico há muito tempo adormecido – declarou.

Além de Bolsonaro, também foram à cerimônia os ministros Sergio Moro, Onyx Lorenzoni, general Fernando Azevedo e Silva, general Augusto Heleno, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

– O general Villas Bôas conquistou respeito em cada fase da sua vida profissional – afirmou Azevedo e Silva.

O militar atuou no comando de diversos projetos de segurança, como a intervenção federal no Rio de Janeiro, monitoramento da Amazônia e a segurança dos Jogos Olímpicos de 2016. Ele foi sucedido pelo general Edson Leal Pujol.

DOENÇA DEGENERATIVA
O general Villas Bôas, 67 anos, sofre com uma doença locomotiva degenerativa. Ela apresenta os mesmos sintomas do quadro da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O militar tem problemas de locomoção, que o colocam sobre uma cadeira de rodas, e problemas respiratórios.

A expectativa de vida de pessoas acometidas com a ELA é de três a cinco anos. Há, porém, exceções. O caso mais emblemático é do físico Stephen Hawking, que faleceu após 55 anos do diagnóstico.

A doença é progressiva e causa a morte dos neurônios motores superiores e inferiores, o que causa a perda da força dos braços e das pernas, atrofias e cãibra.

Desconhecida por muitos, a esclerose lateral amiotrófica ganhou um pouco mais de projeção em 2014, quando a campanha do balde de gelo começou nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo com o objetivo de arrecadar doações para pesquisas.

 

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