Gayer relembra acidente trágico na juventude e confirma cirurgia
Deputado explicou estar com obstrução intestinal semelhante à que Jair Bolsonaro teve
Thamirys Andrade - 10/06/2026 11h17 | atualizado em 10/06/2026 13h02

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) publicou um vídeo, nesta terça-feira (9), confirmando que terá de ser submetido a uma cirurgia para desobstruir o intestino. Na gravação, ele esclarece que o problema de saúde decorre de um acidente de carro que ele sofreu quando tinha 19 anos.
– Quando eu tinha 19 anos, eu sofri um acidente de carro. Nesse acidente, morreram três pessoas, uma delas, o meu melhor amigo. E nesse acidente de carro, eu fiquei bem mal também. Eu tive hemorragia interna, eu quebrei muitos ossos, costelas, tem pedaço de vidro do carro que tá até hoje na mandíbula, e o meu baço explodiu. Então, eu tive que fazer uma cirurgia, cortar minha barriga, para retirar o baço. Depois quando fechou, aconteceu uma coisa anos depois que se chama “brida”, uma aderência, a mesma coisa que aconteceu com o Bolsonaro – explicou o parlamentar.
Na sequência, o congressista detalhou que quando ocorre uma intervenção cirúrgica no abdômen, há o risco de o intestino “cicatrizar errado”, até mesmo com tecido adiposo, levando a quadros de obstrução posteriormente.
– Ao longo da minha vida, eu tive várias vezes problemas intestinais, onde obstruía, mas não totalmente. Eu ia no médico, tomava medicamentos, mudava minha dieta por um tempo e voltava ao normal. Eu tive que fazer essa cirurgia dois anos depois do acidente para tirar a aderência. Agora parece que eu cheguei de novo na situação em que não dá mais só para mudar a dieta. Não está adiantando só tomar remédio – ponderou.
Gayer revelou que está se alimentando pelo sistema sanguíneo, porque nenhum alimento está passando por seu intestino.
– Vai ter que abrir [a barriga] para ver o que é. É a mesma coisa que aconteceu com o Bolsonaro. O problema é que isso não resolve o problema. De tempo em tempo, agora eu vou ter que fazer uma interferência cirúrgica para resolver aqui. Mas é isso, não é uma coisa de vida ou morte. É uma cirurgia ruim, vou ficar um mês de molho – adicionou.
O congressista previu que o período de recuperação pós-cirúrgica prejudicará sua pré-campanha ao Senado, mas frisou estar confiante de que vai recuperar a desvantagem quando a campanha for iniciada.
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