Gayer liga para Zambelli e celebra saída da ex-deputada da prisão
Parlamentar relatou sua alegria ao saber da soltura da ex-congressista
Paulo Moura - 23/05/2026 09h04 | atualizado em 26/05/2026 14h07

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) compartilhou, nesta sexta-feira (22), uma chamada de vídeo feita com a ex-deputada Carla Zambelli, que deixou a prisão na Itália depois de ficar detida por quase dez meses. Zambelli foi solta após decisão da Suprema Corte de Cassações, que revogou uma sentença anterior, da Corte de Apelações.
Na conversa, o congressista relatou sua alegria ao receber a notícia da soltura e até brincou dizendo que quase teria batido o carro ao saber que Zambelli estava livre. A ex-deputada, por sua vez, reconheceu a lealdade do amigo, relatando que sabia que ele havia falado sobre ela inúmeras vezes em vídeos e também feito ligações para saber como ela estava.
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SOBRE A SOLTURA
Nesta sexta-feira, a Suprema Corte de Cassações da Itália anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil no processo relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com isso, a decisão também determinou a libertação da parlamentar.
A defesa afirmou que Zambelli deverá deixar o presídio, localizado nos arredores de Roma, neste sábado (23). O tribunal italiano analisou um recurso contra a decisão anterior que autorizava a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras.
O caso envolve a condenação de Zambelli a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após a invasão aos sistemas do CNJ. Depois da decisão, ela deixou o Brasil e foi para a Itália.
Mesmo com a anulação, a ex-parlamentar ainda responde a um segundo pedido de extradição. Esse processo trata da condenação por porte ilegal de arma e ameaça com arma de fogo.
Segundo a defesa, a Suprema Corte italiana pode ter identificado falhas na decisão da Corte de Apelações, que havia autorizado a extradição a pedido do STF. O acórdão, porém, ainda não foi divulgado oficialmente.
O caso também será analisado pelo ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Ele terá prazo de 45 dias para decidir se concorda ou não com a extradição após a publicação oficial da decisão.
Em março, a Justiça italiana havia entendido que a cidadania italiana de Zambelli não impediria a extradição. O tribunal avaliou que a ex-deputada não possui vínculo social ou cultural efetivo com o país europeu.
– A circunstância de o extraditado possuir dupla cidadania, italiana e brasileira, não tem qualquer significado impeditivo e, pelo contrário, fortalece o vínculo jurídico entre a pessoa e o Estado requerente – diz a sentença.
A defesa sustentava que a Itália deveria negar o pedido do STF por causa da dupla cidadania da ex-deputada. Os advogados também alegaram que o Brasil não extradita cidadãos brasileiros e, por reciprocidade, a Itália deveria agir da mesma forma.
A Corte italiana, porém, destacou que a legislação do país permite a extradição de cidadãos quando houver acordos internacionais. O tratado entre Brasil e Itália prevê esse tipo de cooperação judicial.
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