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Fux vota para manter prisão de pai e primo de Daniel Vorcaro

Com a deliberação, placar fica 2 a 0 pela manutenção da prisão dos familiares do dono do Banco Master

Pleno.News - 23/05/2026 13h22 | atualizado em 26/05/2026 12h17

Ministro Luiz Fux Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) para manter as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo, respectivamente, de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nas últimas semanas, os familiares do banqueiro foram alvos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes na instituição financeira liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025. Felipe foi um dos alvos da PF em uma operação no dia 7 de maio, e Henrique, em 14 de maio.

O relator do caso na Corte, o ministro André Mendonça, votou pela manutenção das prisões nesta sexta (22), em sessão virtual da Segunda Turma. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes. Fux antecipou seu voto nas duas ações, e o colegiado, formado por cinco ministros, tem placar de 2 a 0 para referendar as decisões do relator tanto em relação ao pai quanto ao primo de Daniel Vorcaro.

O pedido de vista, por sua vez, dá mais tempo para o decano da Corte, o ministro Gilmar Mendes, analisar o caso e, na prática, posterga a decisão do julgamento. No voto para manter a prisão do pai de Vorcaro, Mendonça alegou “fortes indícios de que os indivíduos integram uma complexa estrutura para a prática de crimes com uma profunda repercussão negativa na sociedade”.

O relator afirmou não haver “outras medidas menos graves e ao mesmo tempo capazes de garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e o bom andamento da instrução criminal” que não a prisão preventiva do investigado.

Quanto ao primo do banqueiro, Mendonça referendou um parecer do Ministério Público Federal, segundo o qual Felipe Vorcaro assumiu um “papel significativo” em transações financeiras “marcadas por elementos de ilicitude, em especial da lavagem de dinheiro”.

– A liberdade do investigado compromete, assim, de modo direto, a efetividade da investigação e a futura aplicação da lei penal – disse o relator.

Além de Mendonça, Fux e Gilmar, integram a Segunda Turma os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli. Toffoli, porém, tem se declarado suspeito para julgar processos relacionados ao Master. O magistrado já relatou a investigação, deixando-a em fevereiro.

*AE

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