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Fux vai se declarar impedido de julgar delação de Sérgio Cabral

Assessoria do STF informou que Fux está impedido porque conhece Cabral e porque o ex-governador atuou pela nomeação do ministro para o Supremo

Paulo Moura - 14/05/2021 09h38 | atualizado em 14/05/2021 09h47

Presidente do STF, ministro Luiz Fux Foto: STF/SCO/Nelson Jr.

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vai se declarar impedido de julgar a validade da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, agendou a análise do caso para o próximo dia 21.

De acordo com a assessoria de imprensa da Corte, Fux está impedido porque conhece Cabral e porque o ex-governador atuou pela nomeação do ministro para a Corte, em 2011. A campanha de Cabral deu certo, e a então presidente Dilma Rousseff colocou Fux no Supremo. Depois de ter sido escolhido, o ministro agradeceu pessoalmente pelo empenho do ex-governador.

Por conta dessa ligação entre os dois, existe uma regra no gabinete do presidente do Supremo: ele não julga nenhum processo que tenha Cabral como parte. Ainda segundo a assessoria de imprensa do tribunal, Fux só participará do julgamento do dia 21 se Fachin apresentar um voto genérico, com uma tese que sirva para outras delações premiadas.

Na última terça-feira (11), a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar o ministro Dias Toffoli a partir de indícios pinçados dos depoimentos de Cabral. Se esse caso for levado ao plenário, Fux não estará impedido para julgar. Isso porque a regra de impedimento vale para as partes do processo, e não para testemunhas ou outros envolvidos.

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