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Fux diz que STF só interfere na política quando é provocado

Presidente do Supremo negou que haja 'judicialização da política'

Pierre Borges - 14/09/2021 13h14 | atualizado em 14/09/2021 14h10

Ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal Foto: STF/Nelson Jr

Na manhã desta terça-feira (14), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, rechaçou a ideia de judicialização da política e disse que a Corte só interfere quando é provocada.

O ministro participou do seminário internacional Os desafios da regulação moderna, organizado pela Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As declarações foram feitas no discurso de abertura do evento.

– Quando se questiona se, às vezes, o Judiciário deve intervir [na esfera política], eu cada vez mais me conscientizo [de] que a judicialização da política e das questões sociais é uma expressão absolutamente equivocada – disse Fux.

O presidente do STF afirmou que são os políticos que recorrem à Corte.

– Toda vez que o Supremo interfere numa questão política, a realidade é que os políticos provocam a judicialização porque, na arena própria, não conseguem fazer vencer as suas pretensões – afirmou.

O ministro disse ainda que “a jurisdição não é uma função que possa ser exercida de ofício”, mas “provocada”, e defendeu que “a grande virtude das cortes constitucionais é a virtude passiva”, “é decidir não decidir” e “devolver o problema para a esfera própria”.

Fux também disse que as agências regulatórias devem ser cada vez mais independentes do governo.

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