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Frente Evangélica repudia fala de Peninha sobre voto

Escritor gaúcho disse que evangélicos não deveriam ter o direito de votar

Leiliane Lopes - 05/02/2026 17h16 | atualizado em 05/02/2026 18h28

Eduardo Bueno, o Peninha Foto: Reprodução/YouTube Buenas Ideias

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) divulgou, nesta quarta-feira (4), uma nota de repúdio contra as declarações do historiador Eduardo Bueno, o Peninha, que afirmou que evangélicos não deveriam votar e fez ataques ao segmento nas redes.

No texto, a bancada afirma que as falas do escritor são ofensivas e atingem milhões de brasileiros por causa da fé. A FPE também cita que ele declarou que evangélicos “elegem uma escumalha perigosa e violenta”.

A nota aponta que as declarações têm caráter discriminatório e contrariam princípios democráticos.

– As declarações são ofensivas, discriminatórias e antidemocráticas, pois atacam milhões de brasileiros com base em sua fé e deslegitimam o exercício do voto, direito fundamental assegurado pela Constituição Federal – diz o texto.

A Frente ainda afirma que o direito ao voto é garantido pela Constituição e que não pode haver distinção religiosa.

– A Constituição garante a igualdade, a liberdade religiosa, a liberdade de pensamento e o direito ao voto a todos os cidadãos, sem distinções – destaca a nota.

No documento, a FPE também defende que parlamentares eleitos com apoio evangélico têm mandato legítimo e constitucional.

– Os deputados e senadores eleitos com o apoio do segmento evangélico exercem mandatos legítimos, conferidos pelo voto popular, e representam de forma constitucional e democrática milhões de brasileiros – afirma.

As manifestações ocorrem após Peninha publicar um vídeo em seu canal no YouTube no qual afirmou que evangélicos deveriam se limitar ao culto e ao templo. No conteúdo, ele também defendeu que o voto desse grupo deveria ser proibido e questionou a presença de evangélicos na política.

– Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo, tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar porque eles não votam para pastor. Se eles não escolhem nem o pastor deles, por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, para deputado federal, para senador, para presidente? Não, eles não têm que votar – declarou.

Leia a nota na íntegra:

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