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Fotógrafo conta experiência ao registrar Caminhada por Justiça

Vitor Liasch esteve com Nikolas Ferreira ao longo de 200 quilômetros 

Natalia Lopes - 27/01/2026 12h52 | atualizado em 27/01/2026 16h19

Nos últimos dias as redes sociais foram inundadas de fotos da Caminhada pela Justiça e Liberdade promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Muitas das imagens que chamaram atenção são do fotógrafo Vitor Liasch, de 27 anos, apaixonado por fotografia desde os 13 anos.

De Rio Claro, interior de São Paulo, ele chegou no ato na tarde da última terça-feira (20), o segundo dia, e esteve próximo de Nikolas registrando tudo até o fim, no domingo (25).

O Pleno.News conversou com Vitor para saber como foi passar por essa experiência, o que o marcou mais e quais foram suas impressões sobre a semana na estrada.

Vitor Liasch

Como você começou na fotografia?
A fotografia entrou na minha vida através de uma referência fundamental: meu avô. Minha paixão pelo fotojornalismo surgiu cedo, por volta dos 13 anos. Na época, as manifestações de junho de 2013 me proporcionaram a primeira experiência real de documentar um cenário onde era preciso contar uma história.

E como você foi parar na política?
Com o passar dos anos, meu interesse pela política cresceu e decidi focar minhas lentes no universo parlamentar. Sinto que esse meio carece de autenticidade. Nos acostumamos a ver fotografias protocolares e burocráticas, o aperto de mão rígido, os sorrisos programados… isso sempre me incomodou.

Você já sofreu alguma resistência?
Meu objetivo passou a ser revelar quem o político realmente é, como no momento genuíno em que entra na casa de um eleitor para tomar o famoso cafezinho de campanha. Enfrentei resistência com alguns nomes que esperavam que eu estivesse ali, fazendo cliques posados. Mas meu estilo caminha na direção oposta: busco ser leve e invisível. Um observador atento aos detalhes.

E quando você chegou na caminhada?
Cheguei na terça-feira por volta das 15h30 junto com o Pavanato [Lucas Pavanato, vereador por São Paulo], parlamentar com quem trabalho.

⁠Como foi viver essa experiência?
Logo de cara senti aquele arrepio quando vi cerca de 50 a 60 pessoas caminhando embaixo de uma garoa. Me lembro de olhar para o Pavanato e fazermos aquele [olhar] de “meu Deus”.

Essa caminhada foi muito simbólica! Depois de muito andar percebi que não era um ato isolado a favor apenas de um preso; e sim de todos os presos condenados injustamente por defenderem o seu país. Nikolas mostrou união, cuidado e carinho igual a um irmão mais velho quando precisa cuidar da família.

O que foi mais difícil?
Iniciávamos as caminhadas bem cedo, sempre por volta das 7h ou 8h da manhã, e só parávamos para um almoço rápido. Lembro-me de um episódio em que paramos em um posto para comer e, de repente, desabou uma chuva absurda. O céu escureceu e fez muito frio. Naquele momento, pensei que não voltaríamos a caminhar naquele dia. Havia lugares para dormir, caso quiséssemos montar um alojamento improvisado. Mesmo assim, o Nikolas saiu de onde estava e continuou a caminhada.

⁠O que mais te surpreendeu?
O mais impressionante foi que a quantidade de pessoas não diminuiu; pelo contrário, aumentou. Algumas pessoas que estavam no posto passaram a acompanhar o grupo, mesmo sob aquela chuva fortíssima, talvez a mais forte que pegamos em todo o trajeto.

Qual sua foto preferida em toda a caminhada?
É muito difícil escolher apenas uma foto favorita; cada clique representava um momento único. Fosse a imagem de uma criança que saiu de um interior muito longe para lhe entregar uma cartinha no meio da estrada, ou o exato momento em que cruzamos a divisa de Goiás com o Distrito Federal. Cada registro carregava um sentimento, uma história.

Em especial, duas fotos marcaram um lugar muito forte no meu coração.

A primeira foi quando completamos o quarto dia. Nikolas estava exausto, com dores nas pernas. Ele se apoiou no carro e abaixou a cabeça, como se estivesse pedindo forças a Deus para sustentá-lo pelos três dias que ainda viriam. Enquanto ele refletia de cabeça baixa, cerca de 100 a 150 pessoas aguardavam atrás dele, esperando as diretrizes para o dia seguinte.

Nikolas no fim do quarto dia Foto: Vitor Liasch

A segunda foto é o completo oposto. Estávamos a cerca de três quilômetros da Praça do Cruzeiro e, novamente, uma chuva absurda caía sobre nós. Corri para a frente dele e capturei o momento: Nikolas soltou um grito muito forte. O olhar dele havia se transformado; era como se estivesse chegando no campo de batalha.

Nikolas no último dia Foto: Vitor Liasch

Você acha que o Brasil acordou?
O Nikolas usou a força que tem no digital para provar de uma vez por todas que a narrativa da esquerda, em dizer que a direita não é unida, é simplesmente infundada. Isso serve também para alimentar a própria direita que, por muitas vezes, acaba acreditando nessa falácia. Você entender esse contexto lá no meio, embaixo de Sol e chuva acende uma chama dentro de você que eu nem me arrisco a tentar explicar em palavras.

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