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Foi a Exame que falou da relação de HIV e vacina, diz Bolsonaro

Durante entrevista a uma rádio, o presidente rebateu uma polêmica envolvendo a vacina contra a Covid-19

Henrique Gimenes - 25/10/2021 19h22 | atualizado em 26/10/2021 10h03

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Nesta segunda-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a “polêmica” a respeito de uma declaração dele sobre a vacina da Covid-19 e a Aids, doença transmitida pelo vírus HIV. Durante entrevista à rádio Caçula FM, do Mato Grosso do Sul, Bolsonaro explicou que apenas leu uma reportagem da revista Exame.

A notícia foi divulgada pelo presidente durante transmissão ao vivo na última quinta-feira (21). O texto falava sobre um estudo feito no Reino Unido.

– Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados [15 dias após a segunda dose] estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida [Aids] muito mais rápido que o previsto. Recomendo que leiam a matéria. Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha live – disse o presidente na ocasião.

A fala gerou críticas de opositores e levou o Facebook e o Instagram a retirarem do ar a transmissão. Diante disso, Bolsonaro se explicou durante a entrevista a uma rádio.

– Foi a própria Exame que falou da relação de HIV com vacina. Eu apenas falei sobre a matéria da Revista Exame. E, dois dias depois, a Exame me acusa de ter feito fake news sobre HIV e vacina. A gente vive com isso o tempo todo. Se for pegar certos órgãos de impressa, são fábricas de fake news – destacou.

A reportagem foi publicada pela Exame no dia 20 de outubro de 2020. A OMS já negou a relação da vacina com a transmissão do vírus da Aids e reforçou a necessidade de os portadores da doença se vacinarem contra a Covid.

A negativa da organização foi em resposta a um estudo da revista científica The Lancet, de outubro de 2020. O estudo dizia que, para alguns pesquisadores, algumas vacinas contra a Covid-19 usam um adenovírus específico no combate ao vírus SARS-CoV-2, podendo aumentar o risco de que pacientes sejam infectados com HIV, o vírus da Aids. Para isso, a pessoa precisa ser exposta ao vírus.

Artigo da revista Exame de outubro de 2020

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