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Flávio nega irregularidades com empresa ligada a Daniel Vorcaro

Senador também criticou a divulgação de seus dados sigilosos

Kleber Pizão - 22/07/2026 20h09 | atualizado em 23/07/2026 11h41

Flávio Bolsonaro Foto: reprodução/Instagram (@flaviobolsonaro)

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta quarta-feira (22), que seu escritório de advocacia teria emitido R$ 1,5 milhão em notas fiscais para empresas ligadas à estrutura empresarial associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O senador também afirmou não ter recebido recursos da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A.

— Fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para esta empresa chamada Copenhagen. Estou tendo que explicar porque não recebi o dinheiro dessa empresa — declarou, em vídeo publicado em suas redes sociais.

Mais cedo, uma reportagem do portal Metrópoles informou que o escritório de Flávio, do qual ele é o único sócio, emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil para a Copenhagen em 7 de abril de 2025, posteriormente canceladas, e uma terceira nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, sem registro de cancelamento.

Segundo a reportagem, as empresas estariam conectadas à estrutura empresarial ligada a Vorcaro. Flávio afirmou que as notas canceladas “não movimentaram nada” e que não há qualquer irregularidade em sua atuação.

— As notas fiscais foram canceladas do meu escritório, portanto não movimentou nada, não tem prestação de serviço, não tem absolutamente nada de errado — falou Flávio.

À própria reportagem, a assessoria do presidenciável afirmou que está havendo uma tentativa de se “vincular falsamente” o nome de Flávio ao Master e a Daniel Vorcaro.

— Diante de tentativas de vincularem falsamente meu nome ao Banco Master (…) Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa — disse.

A nota ainda falou sobre o possível vazamento irregular de dados pessoais, levando em consideração que ele não é investigado e não há quebra de sigilo.

— Como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal, que será objeto de representação — finalizou.

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