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Kleber Pizão - 06/07/2026 17h20 | atualizado em 06/07/2026 19h47

Flávio Bolsonaro Foto: reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fará nesta terça-feira (7), na capital dos Estados Unidos, a defesa das empresas brasileiras contra as sobretaxas sinalizadas pelo governo americano. O parlamentar terá cinco minutos para discursar, com horário previsto de início às 11h (horário de Brasília).

O senador será o primeiro a falar no painel 8, que terá ainda a participação de Roberto Azevêdo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, representando a Abicalçados. Ambos também farão pronunciamentos na audiência, destacando que a taxação eleva os custos para as empresas e reduzirá investimentos e empregos no país.

A sessão é a última etapa da investigação comercial aberta pelo governo americano antes da decisão definitiva, prevista para 15 de julho.

— Eu estou aqui para defender os interesses do povo brasileiro, mesmo sem ser o presidente do Brasil, ainda. E vejo notícias dizendo que posso atrapalhar. Está de brincadeira! O Lula já atrapalhou e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou. E estou aqui, mesmo com a construção desta narrativa mentirosa contra mim. Não vou me omitir. E farei a minha parte para defender os interesses do povo brasileiro, sempre — rebateu Flávio contra as tentativas dos petistas de desqualificar sua participação na audiência.

Segundo o senador, a presença no encontro é um gesto de patriotismo e defesa das empresas brasileiras. A medida vai no sentido contrário das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teriam causado as sobretaxas americanas ao adotar uma postura ideológica antiamericana e embates com o presidente Donald Trump.

— Vim fazer a minha parte para defender o Brasil e evitar que os produtos brasileiros sejam tarifados. Nesta terça-feira serei o primeiro a usar a palavra numa audiência pública, onde vou apresentar os argumentos, tanto os técnicos como os políticos. Mostrando que a tarifação é ruim para o Brasil e para os Estados Unidos.

Flávio também afirmou que sairá em defesa do Pix, sistema lançado no final de 2020, no mandato de Jair Bolsonaro (PL).

— Vou defender o Pix, que foi criado no governo do presidente Bolsonaro, e promoveu a inclusão de milhões de brasileiros no sistema bancário, principalmente os mais humildes, que fazem agora o Pix com segurança e sem taxas. O Pix é sagrado para todos nós, brasileiros — disse Flávio, em Washington.

O senador defende que as atuais sobretaxas também interessam e favorecem o presidente Lula (PT), já que o governo petista preferiria protelar negociações sérias e provocar o governo americano para gerar uma retaliação com punição às empresas brasileiras.

— Na minha opinião, o comportamento de Lula é deliberado para atrair as tarifas. Ele é o principal fator de risco para o Brasil ser tarifado. Ele não perde uma oportunidade de provocar o governo americano, não cumpre a sua obrigação de negociar como presidente, não combate a corrupção, defende a censura e tem colocado a sua ideologia acima dos interesses do povo brasileiro. Lula faz muita força a favor das tarifas. Por isso, faz parte da estratégia de proteger o Brasil deixar muito claro que a possível mudança de governo, a partir de 2027, vai ser um novo marco nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

O parlamentar afirmou que, se eleito presidente, será um gestor disposto a negociar com os EUA e também criticou a postura do atual governo com relação às facções narcoterroristas.

— Serei um presidente que vai se sentar na mesa para negociar de igual para igual, sem a necessidade de tarifas. Tenho a convicção de que a postura de Lula ao não combater os narcoterroristas, de PCC e CV, foi decisiva para que o governo americano quisesse sancionar o Brasil. Então, é válido também o argumento político, que as coisas podem mudar no Brasil muito em breve. Enquanto eu defendo os brasileiros, Lula defende os bandidos brasileiros — falou Flávio, adiantando sua estratégia na audiência.

O encontro é considerado o canal institucional legítimo pelo governo americano para discutir as sobretaxas. O próprio secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu em carta que a audiência conduzida pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, é o canal adequado. O governo Lula não utiliza esta via para defender as empresas brasileiras.

Veja vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro:

 

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