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Flávio critica fim da escala 6×1 e sugere jornada flexível

Senador defende a remuneração por horas trabalhadas sem a perda de direitos trabalhistas

Pleno.News - 19/05/2026 15h27 | atualizado em 19/05/2026 15h59

Flávio Bolsonaro Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Nesta terça-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro criticou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 e afirmou que o debate tem caráter “eleitoreiro”. O parlamentar também apresentou uma proposta de remuneração baseada nas horas efetivamente trabalhadas, com manutenção dos direitos previstos na legislação.

Segundo Flávio, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada em 1943, precisa acompanhar as mudanças nas relações de trabalho. O senador citou a reforma trabalhista de 2017 como um avanço por ter regulamentado modalidades como banco de horas, teletrabalho e jornada 12×36.

– Agora o país discute o fim da escala 6×1. E essa discussão é legítima, porém inoportuna e eleitoreira, que pode acabar gerando muitas demissões e reduzindo o poder de compra do trabalhador – diz a nota.

O senador defendeu um modelo com mais flexibilidade para empregados e empregadores. Pela proposta apresentada por ele, o trabalhador poderia escolher quantas horas deseja trabalhar, sem perder direitos como FGTS, INSS, férias e 13º salário.

– A jornada do trabalhador tem que ser a que ele quiser, com liberdade, flexibilidade e todos os direitos trabalhistas garantidos – completa o documento enviado à imprensa.

Flávio também afirmou que a proposta beneficiaria mães que precisam conciliar trabalho e cuidados com os filhos. Ele citou dados do IBGE sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho conforme o acesso a creches.

– A mãe brasileira não deveria ter que escolher entre trabalhar e cuidar do filho. Com piso por hora e jornada flexível, ela faz os dois. Sem precisar abrir mão de nada.

O parlamentar ainda disse que o modelo atual prejudica jovens que estudam, pais que desejam fazer horas extras e trabalhadores que buscam maior flexibilidade. Para ele, a remuneração por hora aumentaria a formalização do emprego e reduziria a informalidade no país.

– Não estamos tirando direitos. Não estamos contra quem quer mudança. Estamos propondo a mudança que realmente funciona: liberdade com proteção – diz.

Ao final da nota, o senador declarou que “é preciso coragem para fazer as mudanças necessárias” e classificou sua proposta como uma alternativa “com responsabilidade e no momento certo”.

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