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Flávio critica ação da PF após decisão de Dino contra Valdemar

Senador afirma que denúncias envolvendo Lulinha não recebem a mesma prioridade da Polícia Federal

Leiliane Lopes - 10/07/2026 17h38 | atualizado em 10/07/2026 18h04

Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Foto.: Beto Barata/ PL

Nesta sexta-feira (10), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou a investigação contra o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de bens do dirigente e suspender a execução de emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal (PF).

Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que Valdemar saberá responder aos questionamentos levantados pela investigação e disse que é natural que o presidente do maior partido do país atue politicamente junto aos deputados federais, principalmente os da própria legenda.

– Tenho certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados. Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL – escreveu o pré-candidato à Presidência.

E continuou:

– Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar.

A decisão de Flávio Dino também determinou o bloqueio de bens de Valdemar até o limite de R$ 119,2 milhões. Segundo a PF, o presidente do PL teria participado da definição da destinação de emendas parlamentares, atribuição que cabe exclusivamente a deputados e senadores.

De acordo com a investigação, ao menos 21 emendas, que somam R$ 119,2 milhões, teriam sido indicadas de forma irregular. A PF afirma que parte dos recursos já foi empenhada ou paga e que as indicações eram registradas em planilhas e enviadas aos ministérios, com concentração de recursos para municípios de São Paulo.

Procurado pela TV Globo, Valdemar negou ter indicado emendas parlamentares. Segundo ele, em alguns casos essa atribuição cabe ao líder do partido na Câmara dos Deputados. O dirigente afirmou ainda que sua defesa irá se manifestar nos autos da investigação.

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