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Flávio Bolsonaro diz que respeita a decisão do STF

Ministro Marco Aurélio Mello decidiu manter as investigações contra o parlamentar pelo Ministério Público do Rio de Janeiro

Henrique Gimenes - 01/02/2019 18h14 | atualizado em 07/02/2019 15h06

Senador Flávio Bolsonaro Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse, nesta sexta-feira (1º), que respeita a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a suspensão das investigações envolvendo seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, e o próprio parlamentar. A declaração foi dada após a cerimônia de posse em Brasília.

A paralisação das investigações foi determinada pelo ministro Luiz Fux em janeiro após um pedido de Flávio Bolsonaro. O senador afirmava que a competência para as investigações seria do Supremo por causa do foro privilegiado. O parlamentar informou que irá prestar “os esclarecimentos sem problema nenhum”.

– O ministro Marco Aurélio, respeito a decisão dele. Foi o que ele fez. Determinou qual o foro. Esse foi o meu questionamento. Falou que é o Rio de Janeiro, vamos para o Rio de Janeiro – ressaltou.

O nome de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, apareceu em um relatório do Coaf com movimentações financeiras “atípicas”. De acordo com o Conselho, a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta era incompatível com seus rendimentos. Os nomes de outros assessores de deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) também constam no documento.

Após o relatório, o MPRJ abriu investigações sobre o caso, o que fez o Coaf produzir um novo relatório. O segundo documento apontou movimentações suspeitas na conta bancária do senador eleito, como 48 depósitos de R$ 2 mil feitos em um período de um mês. O Conselho também identificou um pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal na conta de Flávio Bolsonaro.

Sobre as movimentações, o parlamentar afirmou que o pagamento de R$ 1 milhão é referente a um apartamento comprado na planta. Ele explicou que a Caixa pagou a dívida com a construtora e ele ficou devendo o banco.

Ainda de acordo com o senador, o apartamento foi vendido pouco depois e parte do valor foi recebido em dinheiro vivo. Os depósitos foram feitos em 48 envelopes por serem o limite do caixa automático.

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