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Assessor do presidente Jair Bolsonaro publicou texto contando como o governo negociou as doses do imunizante

Pleno.News - 22/01/2021 17h40 | atualizado em 22/01/2021 19h16

Presidente Jair Bolsonaro e o assessor para Assuntos Internacionais, Filipe Martins Foto: Reprodução

Após a “polêmica” envolvendo a liberação de doses da vacina de Oxford por parte da Índia ao Brasil, o assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, publicou um texto em suas redes sociais para falar da situação. Na publicação, ele disse que a “mídia errou absolutamente tudo o que noticiou sobre esse episódio”.

A liberação dos imunizantes contra a Covid-19 estava marcada para ocorrer no último fim de semana, mas acabou sendo adiada. Após o episódio, setores da mídia criticaram o governo pelo atraso. Martins, no entanto, explicou a situação e disse que o vazamento da informação para a imprensa causou “desconforto na Índia e o atraso do envio”.

O assessor também destacou o fato de a imprensa ter feito um “grande alarde, publicando todo tipo de mentira e especulação sobre as razões do adiamento do envio das vacinas, valendo-se da situação para gerar alarmismo e atacar o Governo Federal, a política externa brasileira e o Ministro Ernesto Araújo”.

Filipe Martins ressaltou que “enquanto éramos criticados e atacados, negociávamos com os indianos, em sigilo e sob a liderança do ministro” Ernesto Araújo e que “durante esse período, a oposição e a imprensa mentiram descaradamente, sem se importar se prejudicariam o país, fazendo de tudo para responsabilizar o governo brasileiro por um problema que eles próprios haviam criado”.

Ele concluiu dizendo que “nossa política externa é sólida e assim como resolvemos o impasse produzido artificialmente nesse episódio das vacinas indianas, resolveremos todos os desafios que surgirem”.

Leia o que explicou o o assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro:

Agora que está claro que o Brasil será o primeiro país a receber a vacina da Índia e que ficou demonstrado que a mídia errou absolutamente tudo o que noticiou sobre esse episódio, é meu dever lhes mostrar quanto esse caso é ilustrativo de como as coisas funcionam no Brasil.

Devido à ótima relação que construímos com a Índia, nossas tratativas haviam sido bem-sucedidas e estava tudo certo para o envio das vacinas, marcado para o início da semana (17/1), até que a informação vazou para a imprensa, causando desconforto na Índia e o atraso do envio.

Criado o problema, a imprensa fez grande alarde, publicando todo tipo de mentira e especulação sobre as razões do adiamento do envio das vacinas, valendo-se da situação para gerar alarmismo e atacar o Governo Federal, a política externa brasileira e o Ministro Ernesto Araújo.

Enquanto éramos criticados e atacados, negociávamos com os indianos, em sigilo e sob a liderança do Ministro.

Ernesto Araújo, para contornar o problema criado pela cobertura desastrosa da imprensa e tomando cuidado para que a data da chegada da vacina no Brasil não vazasse.

Durante esse período, a oposição e a imprensa mentiram descaradamente, sem se importar se prejudicariam o país, fazendo de tudo para responsabilizar o governo brasileiro por um problema que eles próprios haviam criado.

Por colocar o país em primeiro lugar, não quebramos o sigilo para nos defender das mentiras e dos ataques, mas agora que a notícia se tornou pública e que todos sabem que as vacinas chegarão amanhã, temos o dever de desmascarar a imprensa e de cobrar que mostrem a verdade.

Mais do que isso: temos que deixar claro que os responsáveis pelo sucesso da operação são exatamente os mesmos que a imprensa tentou apontar como os principais culpados: o PR Jair Bolsonaro, o Ministro Ernesto Araújo e toda a equipe internacional do Governo Federal.

Portanto, não se deixem levar pelo alarmismo da imprensa e nem se desesperem com crises fabricadas. Nossa política externa é sólida e assim como resolvemos o impasse produzido artificialmente nesse episódio das vacinas indianas, resolveremos todos os desafios que surgirem.”

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