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Filho de Trump diz que pai pode desistir de buscar paz na Ucrânia

Donald Trump Jr. afirmou que tráfico de drogas representa "ameaça muito maior"

Pleno.News - 08/12/2025 14h37 | atualizado em 08/12/2025 16h36

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

Filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr. disse, neste domingo (7), que seu pai pode desistir de negociar o fim da guerra na Ucrânia e que o tráfico de drogas representa uma “ameaça muito maior” para os norte-americanos do que “qualquer coisa acontecendo na Ucrânia e na Rússia”.

As declarações foram feitas durante o Fórum de Doha, no Catar. Questionado se acreditava que Donald Trump desistiria das negociações de paz na Ucrânia, o empresário respondeu que “ele pode”.

– Eu acho que ele pode. O que é bom sobre o meu pai, e o que é único sobre o meu pai, é que você não sabe o que ele vai fazer. O fato de que ele não é previsível – afirmou.

Trump Jr. também disse não acreditar que a Ucrânia será “abandonada”, mas afirmou que o “público americano não tem apetite” para financiar os ataques ucranianos por longos períodos.

O filho do presidente estadunidense afirmou ainda que o tráfico de fentanil mata 100 mil americanos por ano, o equivalente a “duas guerras do Vietnã por ano na América”.

– Quero dizer, isso é uma ameaça muito maior, clara e presente aos EUA do que qualquer coisa acontecendo na Ucrânia e na Rússia – disse.

No mesmo dia das declarações de seu filho, Trump afirmou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “não está pronto” para aprovar a proposta de paz elaborada pelos EUA para encerrar a guerra entre russos e ucranianos.

– Estou um pouco desapontado que o presidente Zelensky ainda não leu a proposta, isso até algumas horas atrás. O pessoal dele adorou, mas ele não. Acredito que a Rússia está de acordo, mas não tenho certeza se Zelensky está. O pessoal dele adorou, mas ele não está pronto – reiterou Trump.

Na semana passada, o governo dos EUA publicou uma nova estratégia, na qual afirmou que reduziria seu envolvimento em regiões que perderam relevância estratégica para a segurança nacional dos EUA “nas últimas décadas ou anos” para priorizar a atuação na América Latina, onde Washington afirma enfrentar “narcolanchas” e mantém um confronto aberto com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

*AE

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