Feministas acionam Justiça para tentar impedir evento de Cazarré
Ator afirmou que não recuará diante de "patrulha ideológica"
Thamirys Andrade - 01/06/2026 18h04 | atualizado em 01/06/2026 18h36

A União Brasileira de Mulheres (UBM) acionou a Justiça contra o ator Juliano Cazarré e a faculdade UNI Ítalo na tentativa de obter esclarecimentos e impor travas ao summit O Farol e A Forja, anunciado como o maior encontro de homens do país e previsto para o final de julho, em São Paulo.
A interpelação judicial, protocolada no Rio de Janeiro, exige que os organizadores e a instituição de ensino garantam oficialmente que o evento respeitará os direitos humanos e os princípios de igualdade de gênero.
O ato foi liderado por Manuella Mirella, dirigente nacional da UBM e pré-candidata a deputada federal pelo PCdoB, que acusa a iniciativa de abrir margem para “discursos misóginos e de ódio”.
A investida judicial baseia-se em declarações recentes de Cazarré à GloboNews. Na ocasião, o ator apresentou dados que apontam um número maior de assassinatos de homens no Brasil do que de mulheres, o que a entidade feminista considerou uma relativização descontextualizada do crime de feminicídio.
Diante disso, os advogados do coletivo ameaçam adotar novas medidas cíveis e administrativas caso o encontro reproduza conteúdos considerados discriminatórios. O evento em questão, agendado para os dias 24, 25 e 26 de julho, propõe debater o desamparo da figura masculina, dividindo seu cronograma entre temas como sucesso profissional, valorização do casamento, paternidade e espiritualidade cristã, com uma missa prevista para o encerramento.
Em resposta, Juliano Cazarré usou suas redes sociais para avisar que não pretende ceder à “patrulha ideológica”. O artista relembrou que já enfrentou episódios de cancelamento por defender posições conservadoras e católicas, criticando o ambiente de polarização política que transforma adversários de debate em inimigos.
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