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Feliciano rebate críticas de Pr. Coty sobre a bancada evangélica

Pastor lamentou a "passividade" da bancada evangélica com os "desmandos do STF"

Henrique Gimenes - 20/11/2020 15h34 | atualizado em 20/11/2020 15h47

Deputado Marco Feliciano rebateu críticas feitas pelo pastor Coty Foto: Arte/Pleno.News

Nesta sexta-feira (20), o deputado federal Marco Feliciano utilizou suas redes sociais para rebater críticas feitas pelo pastor Coty sobre a atuação da bancada evangélica em relação às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua conta do Twitter, Feliciano explicou os limites da atuação de um parlamentar, deixou claro que não é possível “interferir em decisões” do Supremo e deu exemplos de propostas que foram apresentadas à Câmara para tentar reduzir o “ativismo judicial”.

As críticas foram feitas por pastor Coty ao comentar uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que resultou na prisão domiciliar e no uso de tornozeleira eletrônica por parte do jornalista Oswaldo Eustáquio. A medida foi adotada devido ao descumprimento de medidas cautelares decretadas anteriormente no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos, relatado por Moraes.

Sobre o episódio, pastor Coty lamentou a “passividade” da bancada evangélica com os “desmandos do STF” e questionou o motivo dos parlamentares não pensarem e agirem “fora da bolha”.

– Fico sempre inculcado com essa bancada evangélica em relação a tantos desmandos do STF. Por que tanta passividade? Porque não pensam e agem fora da bolha? Essa situação do Oswaldo é um estupro à liberdade de expressão e de imprensa. Deus tenha misericórdia – disse Coty.

Ao rebater as críticas, Feliciano disse acreditar na “boa intenção” do pastor, mas deixou claro que ele “parece desconhecer a engrenagem que limita as atuações de um parlamentar”.

– Acredito em sua boa intenção ao nos criticar. Todavia, parece desconhecer a engrenagem que limita as atuações de um parlamentar. Os poderes da nação são harmônicos, porém independentes entre si. Não há como interferir em decisões do STF, que há anos denuncio pelo seu ativismo judicial – explicou.

O deputado então lembrou que já foram apresentados diversos projetos com o objetivo de reduzir o ativismo judicial, mas que só o presidente da Câmara pode colocar os textos em discussão.

– Apresentamos projetos de lei e PECs [Projetos de Emenda à Constituição], no sentido de atenuar o ativismo judicial, bem como modificar o sistema de escolha dos ministros, incluindo a PEC da bengala, que limitaria o tempo de mandato dos magistrados, todavia apenas o presidente da Câmara dos Deputados pode pauta-los – destacou.

O parlamentar também se colocou à disposição para ouvir sugestões feitas pelo pastor Coty, mas apontou que a única maneira de se promover mudanças no Supremo é por meio de um governo conservador.

– Caso o senhor tenha alguma sugestão, me coloco à disposição, para, com muita humildade, recebê-la. Aparentemente hoje só há uma maneira para mudanças no STF. Um governo conservador, [que] governe por alguns mandatos e indique magistrados conservadores, fazendo assim maioria na corte – ressaltou.

Por fim, Marco Feliciano sugeriu ao pastor que faça cobranças aos senadores, já que é o Senado que pode decidir sobre pedidos de impeachment de ministros do STF.

– Se me permite uma sugestão, cobre os senadores, pois somente eles podem julgar processos de impeachment contra ministros do STF. São eles que fazem as sabatinas dos indicados. Nós deputados, quando nos atrevemos a pedir o impeachment de um magistrado, ficamos marcados e somos retaliados – concluiu.

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