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Família de Moraes processa senador Vieira por danos morais

Escritório Barci de Moraes acusa parlamentar de associar ministro do STF e esposa ao PCC

Thamirys Andrade - 28/04/2026 14h46 | atualizado em 28/04/2026 16h18

Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra o senador Alessandro Vieira. Os autores sustentam que o ex-relator da CPI do Crime Organizado “excedeu, em muito, o exercício regular de seu direito de livre manifestação” ao, de acordo com eles, associá-los ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ação assinada pelo escritório Barci de Moraes, as declarações de Vieira foram descritas como “fraudulentas, absolutamente inadmissíveis e abusivas”. O documento diz ainda que o objetivo de Vieira era “ferir” a honra dos ofendidos. O processo requer uma indenização de R$ 20 mil para cada um dos autores.

A peça se baseia em uma fala de Vieira proferida no último dia 15 de março, em entrevista ao SBT News. Na ocasião, ele afirmou que o Banco Master era uma “lavanderia” de recursos do PCC.

– Já é muito evidente que você tenha ali uma aparente lavanderia, o uso de vários fundos em cadeia para que se faça uma lavagem de dinheiro de diversas origens. Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, uma organização criminosa violenta, você tem indicativos do pagamento de autoridades de diversos poderes – declarou.

Na sequência, o congressista declarou ter indícios da “circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes”. Enquanto a família Moraes afirma que Vieira se referiu ao PCC ao usar o termo “grupo criminoso”, o parlamentar garante que fazia menção ao Banco Master.

– Eu não disse isso. Em nenhum momento, está gravado. O que eu disse, repito, é provado e confessado, é que eles receberam sim, cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que hoje nós sabemos, era um grupo criminoso – frisou, em contato com o blog de Caio Junqueira, da CNN Brasil.

O senador afirma que o processo é uma tentativa de “intimidação”, mas ressaltou que ele não vai “frear seu trabalho”.

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