Leia também:
X Téo Hayashi fala da expectativa a quatro dias do The Send Brasil

Fachin sobre Toffoli e Master: “Não vou cruzar os braços”

Presidente do STF disse que não ficará inerte caso o assunto chegue ao plenário

Thamirys Andrade - 27/01/2026 17h49 | atualizado em 27/01/2026 18h10

Ministro Edson Fachin
Ministro Edson Fachin Foto: SCO/STF/Carlos Moura

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou que a Corte poderá reagir às controvérsias envolvendo decisões do ministro Dias Toffoli no inquérito do Banco Master.

Em entrevista ao jornal O Globo, Fachin afirmou que não ficará inerte caso o assunto chegue ao plenário e reforçou que eventuais questionamentos serão analisados pelo colegiado, dentro das regras do tribunal.

– Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer – declarou.

A fala marca uma mudança de tom em relação à posição divulgada dias antes, quando Fachin havia defendido publicamente que a atuação de Toffoli seguia o devido processo legal. Agora, o presidente do Supremo evita antecipar julgamentos, mas deixa claro que recursos ou contestações poderão ser discutidos pelos demais ministros.

Paralelamente à crise, Fachin voltou a defender a criação de um código de conduta para a Corte. Segundo o ministro, a maior exposição pública dos ministros exige regras mais claras de comportamento, como forma de fortalecer a credibilidade do tribunal e aumentar a confiança da população no Judiciário.

– O código de conduta fortalece a instituição porque reforça a legitimidade da caminhada e aumenta a confiança da população. Ele fixa parâmetros objetivos de comportamento. Dou um exemplo simples: a transparência sobre palestras ministradas por ministros, onde foram realizadas, quem convidou, quem patrocinou e se houve pagamento. Essa resposta precisa ser institucional e estrutural. Não pode ser casuística nem direcionada a situações específicas. O código deve ser duradouro – adicionou.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência interna. Nos bastidores, ministros avaliam que o debate neste momento pode aprofundar divisões dentro do STF. Fachin afirma já estar conversando com os colegas e diz considerar possível adotar normas mais rígidas do que as previstas atualmente na Lei Orgânica da Magistratura.

Leia também1 Moraes encontrou presidente do BRB na mansão de Vorcaro
2 Sadi sobre impeachment no STF: 'Não é mais uma pauta de direita'
3 Bolsonaro pede autorização para visita de Valdemar Costa Neto
4 André Mendonça nega pedido de soltura do Careca do INSS
5 Senador pede impeachment de ministros após caso Master

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.