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Fachin se reúne com advogado de Bolsonaro e discute eleições

Encontro ocorre dias após Bolsonaro questionar urnas eletrônicas em evento com embaixadores.

Gabriel Mansur - 23/07/2022 16h46 | atualizado em 25/07/2022 14h05

Ministro Edson Fachin Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, recebeu na tarde desta sexta-feira (22) o advogado eleitoral do PL, responsável pela campanha à reeleição do presidente Bolsonaro, Tarcísio Vieira, para tentar acalmar os ânimos e diminuir a pressão.

O encontro ocorreu quatro dias após Bolsonaro questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro diante de embaixadores.

Embora o evento em si não tenha sido tema da conversa, Tarcísio contou que Fachin entregou material detalhado sobre as ações da Justiça Eleitoral a respeito das sugestões das Forças Armadas para as eleições gerais deste ano. As informações são da Folha de São Paulo.

Esse ponto tem gerado atrito entre o TSE e Bolsonaro. O chefe do Executivo afirma que só considerará o pleito confiável se a corte acatar tudo que for proposto pelos militares.

Um dos pedidos dos militares diz respeito ao aperfeiçoamento dos testes de integridade das urnas eletrônicas. Fachin admitiu que as sugestões são bem recebidas. Por outro lado, afirmou que muitas delas dependem de processos licitatórios, o que inviabiliza a aplicação no pleito de 2022.

O ministro teria entregado a Vieira um documento que detalha as medidas implementadas. Ele ainda afirmou que, nesta reta final de sua gestão, vai se concentrar no debate sobre a segurança no dia das eleições. O ministro falou sobre o grupo de trabalho criado para atuar na área.

O presidente do TSE ressaltou que o grupo vai atuar em três linhas: segurança das pessoas que trabalham nas eleições; conversas com autoridades de segurança pública sobre segurança de candidatos e candidatas; e diálogos com advogados e advogadas das campanhas.

Em ofício recente, os militares solicitaram ao TSE todos os arquivos das eleições de 2014 e 2018, justamente os anos que fazem parte da suspeita de fraude do presidente.

O encontro ocorreu no gabinete de Fachin no TSE e durou mais de uma hora. O representante da campanha do chefe do Executivo também já foi ministro na corte eleitoral, entre 2017 e 2021.

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