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Exército não substituirá coronel, mas critica exclusão: ‘Unilateral’

TSE destituiu coronel Ricardo Sant'Anna da comissão fiscalizadora das urnas eletrônicas por supostamente "disseminar informações falsas"

Gabriel Mansur - 10/08/2022 19h22 | atualizado em 10/08/2022 19h37

Forças Armadas inspecionam urnas eletrônicas Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Exército Brasileiro não vai indicar qualquer substituto ao coronel Ricardo Sant’Anna para a comissão fiscalizadora das urnas eletrônicas do Tribunal Superior Eleitoral. A informação é do colunista político Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

As Forças Armadas, no entanto, criticaram a decisão pela destituição de Sant’Anna, que consideram “unilateral” e “sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro”.

– Baseado em “apuração da imprensa” e de forma unilateral, sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro, o TSE “descredenciou” o militar. Dessa forma, o Exército não indicará substituto e continuará apoiando tecnicamente o MD nos trabalhos julgados pertinentes – diz o Exército em comunicado.

A nota do Exército, que não possui a assinatura do comandante, diz ainda que o trabalho da equipe das Forças Armadas, “particularmente dos representantes do Exército Brasileiro, é eminentemente técnico e realizado de forma coletiva por seus integrantes”.

Segundo os militares, a participação de técnicos do Exército na equipe segue as normas e as prerrogativas legais estabelecidas nas resoluções do próprio TSE.

– Assim, não há interferências das posições pessoais dos integrantes nas tarefas das equipes, sendo o trabalho realizado de forma profissional e isenta – completou o Exército.

Sant’Anna foi excluído da comissão pelo presidente da Corte, Edson Fachin, na segunda-feira (8). Em ofício encaminhado ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, o magistrado alegou que o coronel “dissemina informações falsas” acerca do sistema eleitoral brasileiro.

O coronel estava designado para analisar os códigos-fontes das urnas eletrônicas após requisição de caráter “urgentíssimo” do Ministério da Defesa. Além dele, outros oito militares ficaram responsáveis pela inspeção dos equipamentos.

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