Exclusivo: CPI do Master atinge assinaturas para ser protocolada
Senador Eduardo Girão vai pedir celeridade a Davi Alcolumbre
Monique Mello - 26/11/2025 15h28 | atualizado em 26/11/2025 17h59

Em entrevista exclusiva ao Pleno Time, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que já ultrapassou o número de assinaturas necessárias para que seja protocolada a CPI do Master, para apurar as operações que levaram à liquidação extrajudicial do banco na última semana. O senador disse pretender pedir celeridade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda nesta quarta-feira (26).
Segundo o parlamentar, o requerimento conta com 31 apoios – quatro acima do mínimo regimental de 27.
– Eu quero agradecer aqui aos senadores, já ultrapassamos bastante o número necessário de assinaturas. Vou protocolar hoje. Estou colocando aqui em primeira mão para você que já vou anunciar hoje pro presidente Davi Alcolumbre. Então, acho que agora vai, né? A nossa parte a gente fez – disse, destacando que depois caberá a Alcolumbre abrir a pauta.
Girão foi questionado sobre uma primeira tentativa de instalar a CPI, apresentada em abril deste ano, que acabou retirada pelo próprio autor, o senador Izalci Lucas (PL-MG), apesar das assinaturas reunidas. Ele classificou o episódio como “misterioso” e ressaltou que, diante das recentes ações da Polícia Federal, não havia mais como evitar uma investigação aprofundada.
O senador criticou o que chamou de “temor” e “elos políticos” que estariam relacionados ao caso. Segundo Girão, já há informações divulgadas pela imprensa indicando possíveis conexões de “poderosos de plantão” com a fraude bilionária que envolve recursos públicos e fundos de previdência de servidores, incluindo aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro e do Amapá.
Girão afirmou que a CPI é necessária para esclarecer deslocamentos e vínculos envolvendo o dono do banco, citando voos realizados em jatinho particular.
– Para onde foram esses voos? Para cima e para baixo com quem? A gente precisa saber.
O parlamentar enfatizou que a comissão terá força para investigar “mesmo contra tudo e contra todos”, classificando o trabalho como um dever do Senado.
Por fim, Girão reforçou a gravidade das suspeitas:
– É preciso investigar que proteção política, que armação ou articulação permitiu que tanto dinheiro de fundo de pensão entrasse num banco que só tinha o papel, que torrava dinheiro, moeda podre.
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