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Ex-servidora do TSE processa jornalistas da série “Vaza Toga”

A autora do petição os acusa de integrar uma "milícia digital"

Pleno.News - 11/11/2025 15h58 | atualizado em 11/11/2025 17h28

Tribunal Superior Eleitoral Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

A ex-integrante da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Letícia Sallorenzo, entrou com uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os jornalistas David Ágape e Eli Vieira, além do ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.

O pedido foi protocolado em 25 de outubro de 2025 e distribuído dois dias depois ao gabinete de Alexandre de Moraes, por “prevenção” ao Inquérito das Milícias Digitais, que o ministro conduz em sigilo. A ação pede que os três sejam investigados por difamação, injúria, associação criminosa, organização criminosa e até tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Na petição, a jornalista alega que se tornou alvo de ataques e perseguição nas redes sociais, supostamente “amplificados por perfis de alto alcance” e ligados a inquéritos que tramitam no STF, como os de nº 4.781, 4.874 (milícias digitais) e 4.921 (atos de 8 de janeiro).

– A representante tornou-se alvo sistemático de ataques após as declarações de Eduardo Tagliaferro que a associaram ao TSE e ao ministro Alexandre de Moraes – diz o documento.

Os nomes dos acusados aparecem na série de reportagens “Vaza Toga”, que abordou a atuação da AEED durante as eleições de 2022. Sallorenzo sustenta que o conteúdo das matérias foi usado para “deslegitimar o Supremo Tribunal Federal e tensionar investigações sob sua jurisdição”.

Na peça, ela também afirma que as publicações configuram um “padrão de ação coordenada” e que as condutas “atentam contra a independência do Poder Judiciário e a própria estabilidade institucional do Estado Democrático de Direito”.

Em 28 de outubro, Moraes encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem até 12 de novembro para decidir se abrirá investigação ou arquivará o pedido.

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