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Ex-Lava Jato irá para conselho do Coaf, que investiga Queiroz

A nomeação sinaliza mudanças nas investigações do órgão

Camille Dornelles - 11/03/2019 11h48 | atualizado em 11/03/2019 12h07

Érika Mialik Marena, nomeada por Sergio Moro para o Coaf Foto: Folhapress/Marcelo Fonseca

A delegada da Polícia Federal Érika Marena, ex-responsável pela Operação Lava Jato, foi nomeada para o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A nomeação foi feita neste domingo (10) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

O Coaf é um órgão independente que avalia as transações de políticos e servidores públicos. Foi esse órgão que apontou irregularidades nas transações bancárias do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

A nomeação da delegada pode sinalizar mudanças nos rumos das investigações, que ficarão mais vinculadas à Polícia Federal e à Justiça. A especulação, no entanto, não foi confirmada pelos órgãos públicos nem pelo governo federal.

Érika Marena tem 44 anos e atuou durante quatro na Lava Jato. Ela é tida como “a mãe” da operação, por trabalhar em seu início. Em 2017, foi indicada para a Superintendência Regional de Polícia Federal do Sergipe.

Ela foi alvo de uma sindicância e investigação após o suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Marena foi responsável por sua prisão durante a Operação Ouvidos Moucos, mas os investigadores não encontraram evidências de sua ligação com a morte.

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