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Evangélicos e caminhoneiros aumentam chamada para o dia 7

Relatório mostra que esses grupos chegaram a 16,7% e 10,5% das menções no Twitter relacionadas ao evento

Pleno.News - 01/09/2021 18h56 | atualizado em 02/09/2021 10h52

Pastor Silas Malafaia convocou evangélicos para o 7 de setembro Foto: PR/Alan Santos

Na semana que antecede as manifestações previstas para o 7 de setembro, evangélicos e caminhoneiros intensificaram a convocação para os atos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro.

Um relatório da consultoria AP Exata mostra que esses grupos chegaram a 16,7% e 10,5% das menções no Twitter relacionadas ao evento, representando o maior patamar entre outras duas mobilizações recentes do governo.

Na semana passada, 15 dias antes da manifestação, a participação dos evangélicos era de 6,9%, e a dos caminhoneiros, de 7,8%. Os números mostram que a relevância do debate em torno do núcleo “cristão conservador” mais do que dobrou na rede, de uma semana para outra. Esse movimento também foi observado na categoria dos motoristas, ainda que em menor grau.

Ambos os percentuais estão acima daqueles registrados em outras duas manifestações anteriores: a que defendeu a aprovação da PEC do voto impresso, em 1º de agosto, e o protesto contra as medidas de restrição contra a Covid-19, em 14 de março. Nesses dois momentos, o percentual máximo de menções aos caminhoneiros foi de 8% e aos evangélicos foi de 5,9%, sete dias antes dos eventos.

O relatório sustenta que a mobilização dos caminhoneiros para o próximo dia 7 teve um incremento a partir do episódio do cantor sertanejo Sérgio Reis.

Já o debate entre evangélicos cresceu a partir de um “movimento coordenado de pastores que têm conclamado os fiéis a participarem dos protestos”, aponta o levantamento. Um de seus expoentes, o pastor Silas Malafaia, está entre os escalados para discursar em carros de som, na manifestação pró-Bolsonaro.

O relatório incluiu 1,1 milhão de postagens no Twitter, por meio de uma coleta automatizada entre 7 e 14 dias antes das três últimas manifestações a favor do governo. A convocação para os atos também ocorre em outras redes sociais, como Facebook e Instagram, e aplicativos de mensagem, como WhatsApp e Telegram.

*AE

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