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Esposa de Witzel recebia verba mensal de empresa suspeita

Escritório da primeira-dama do RJ teria recebido R$ 15 mil mensais de firma ligada a Mário Peixoto

Paulo Moura - 27/05/2020 10h18 | atualizado em 27/05/2020 10h22

Helena Witzel recebeu verba mensal de empresa investigada Foto: Reprodução

Um dos fatos apurados pelos investigadores, e que motivaram as diligências da Operação Placebo na manhã de terça-feira (26), foi o fato da primeira-dama do Rio de Janeiro, Helena Witzel, receber cerca de R$ 15 mil mensais da empresa DPAD, ligada a Mário Peixoto, acusado de comandar o esquema fraudulento na saúde do RJ.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, os repasses foram feitos desde o ano passado ao escritório de advocacia de Helena, a HW Assessoria Jurídica. Em nota, a HW confirmou a existência dos repasses, mas alegou que o dinheiro foi pago de forma legal.

– A HW Assessoria Jurídica prestou serviços para a empresa apontada pelo MPF, tendo recebido honorários, emitido nota fiscal e declarado regularmente os valores na declaração de imposto de renda do escritório – declarou a empresa, em nota.

QUEM É HELENA WITZEL
Segundo pessoas próximas, a primeira-dama do Estado tem fama de “durona”. Fontes ligadas aos dois revelaram ao jornal Extra que ela exerce influência no governo de Witzel. O próprio marido, inclusive, deu a ela um gabinete ao lado do seu, onde antes ficava a Casa Civil.

Helena também não dá muitas entrevistas e, nas redes sociais, geralmente aparece em ações do Rio Solidário, entidade tradicionalmente ligada a primeiras-damas e da qual é presidente de honra.

No último dia 16 de abril, ela completou 39 anos. Mãe de três filhos com o governador e “mãedrasta” — como afirma no seu perfil no Instagram — de Erick, filho do primeiro casamento de Witzel, ela foi aluna do ex-juiz na faculdade, em Vila Velha, no Espírito Santo.

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