Escala 6×1: Alcolumbre diz que não vai ceder à pressão
Presidente do Senado pretende discutir mudanças na proposta aprovada pela Câmara
Pleno.News - 03/06/2026 14h41 | atualizado em 03/06/2026 16h27

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta quarta-feira (3), que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 terá de passar pelas comissões da Casa antes de ser votada em plenário. A declaração foi dada após questionamento do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) sobre uma previsão para a análise da matéria.
Alcolumbre deixou claro que não pretende acelerar a tramitação do texto e indicou que o Senado poderá discutir mudanças na proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.
– Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão – afirmou.
O senador defendeu que o debate ocorra sem pressa e com participação de diferentes setores da sociedade. Segundo ele, os próximos passos da PEC serão definidos após uma reunião de líderes prevista para a próxima semana.
– Tenho certeza absoluta de que assim como outros senadores, que pensam como eu, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma – declarou.
Ao comentar a pressão para que a proposta seja votada rapidamente, Alcolumbre disse que o Senado não deve apenas ratificar a decisão tomada pelos deputados.
– Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara – ressaltou.
Enquanto lideranças governistas defendem a votação da PEC ainda neste mês, sem alterações, a oposição apresentou uma proposta alternativa que mantém a jornada atual e amplia a possibilidade de contratos por hora trabalhada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário à redução da carga horária no país.
Alcolumbre também afirmou que discussões relevantes costumam enfrentar dificuldades em períodos eleitorais.
– Muitas vezes, o que é razoável não pode vir à tona por causa da eleição – disse.
O presidente do Senado informou ainda que discutirá a tramitação da PEC com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), colegiado no qual a proposta deverá passar inicialmente. O relator do texto ainda não foi definido.
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